O presidente do Equador, Guillermo Lasso, declarou nesta quinta-feira um estado de exceção por 60 dias em todo o país após o assassinato a tiros do candidato Fernando Villavicencio e para garantir as eleições gerais, cuja data está mantida.
“As Forças Armadas a partir deste momento se mobilizam em todo o território nacional para garantir a segurança dos cidadãos, a tranquilidade do país e as eleições livres e democráticas de 20 de agosto”, disse Lasso em um discurso transmitido pelo YouTube.
O presidente também declarou três dias de luto nacional “para honrar a memória de um patriota, Fernando Villavicencio Valencia“.
Villavicencio, de 59 anos, foi baleado na quarta-feira ao sair de um encontro com simpatizantes em uma escola em Quito.
Villavicencio era um dos oito candidatos presidenciais e estava em segundo lugar na intenção de voto com 13,2%, atrás de Luisa González (26,6%), a única mulher na disputa e aliada do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), de acordo com uma pesquisa da empresa de pesquisa Cedatos.
Um suspeito do ataque também morreu depois de ficar gravemente ferido em um confronto com a segurança do candidato. Seis pessoas foram detidas pelo caso que abalou o país, assolado pelo crime e pelo narcotráfico.
“Este é um crime político que adquire um caráter terrorista e não temos dúvida de que este assassinato seja uma tentativa de sabotar o processo eleitoral”, acrescentou Lasso.
Por sua vez, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Diana Atamaint, afirmou que “a data das eleições previstas para 20 de agosto permanece inalterada”.
No final de julho, Lasso declarou estado de exceção na cidade de Durán (sudoeste) e nas províncias costeiras de Los Ríos e Manabí, após um massacre em uma prisão e o assassinato de um prefeito durante uma visita a uma obra.




