O assassinato do candidato à Presidência do Equador Fernando Villavicencio, 59, deixou o país em choque e lembra as mortes violentas dos presidenciáveis Luis Carlos Galán, da Colômbia, e Luis Donaldo Colosio, do México.
Fernando Villavicencio foi morto com três tiros na cabeça após evento de campanha em Quito, no final da tarde desta quarta-feira (9).
O crime coloca o Equador na lista de países com assassinatos de candidatos em cenários de violência ligada ao narcotráfico.
“O crime organizado chegou muito longe, mas sobre eles vai cair todo o peso da lei”, afirmou o presidente equatoriano, Guillermo Lasso, sobre o atentado.
Na Colômbia, Galán foi morto a tiros em agosto de 1989, durante um comício, quando disputava a Presidência como candidato favorito. O país vivia o auge da violência das facções ligadas ao tráfico de droga.
O crime marcou um antes e um depois na política local. Galán havia denunciado Pablo Escobar, líder do Cartel de Medellín, defendia a extradição dos narcotraficantes e já sobrevivera a outros atentados.
O político liberal era carismático e tinha um discurso renovador. Ameaçado, ouvia apelos da família para interromper a campanha eleitoral.
Em 18 de agosto de 1989, fez um discurso no município de Soacha, próximo a Bogotá, e foi alvejado. As imagens do candidato sendo atingido por tiros abalaram o país.
Colosio, favorito a vencer as eleições presidenciais no México, foi assassinado na cidade de Tijuana, fronteira com os EUA, em março de 1994. Ele levou tiros na cabeça e no abdômen e morreu durante cirurgia no cérebro.
O candidato pelo PRI fizera um comício e tentava voltar para o seu carro, no meio da multidão, quando foi atingido.
Apesar de um jovem de 23 anos ter sido preso no local, os motivos do crime e os supostos mandantes nunca ficaram conhecidos.
Após esse crime, uma série de outros assassinatos políticos ocorreram no México, o que deu ao assassinato do presidenciável o caráter de marco de um mergulho do país na violência.




