Explosões em uma mesquita na capital da Indonésia, Jacarta, deixaram dezenas de pessoas feridas durante as orações desta sexta-feira (7). Autoridades suspeitam de um ataque terrorista, e um estudante de 17 anos foi identificado como o suspeito.
A polícia informou que 55 pessoas foram levadas a hospitais com ferimentos que variam de leves a graves, incluindo queimaduras, após as explosões ocorridas dentro do templo num complexo escolar na região de Kelapa Gading.
“Ficamos muito surpresos com o som, foi enorme. Nossos corações batiam acelerados, não conseguíamos respirar e corremos para fora”, disse Luciana, 43, funcionária da cantina da escola. Ela relatou múltiplas explosões, janelas quebradas e pânico enquanto dezenas fugiam do local.
“Achei que fosse um problema elétrico ou que o sistema de som tivesse explodido, mas não sabíamos exatamente o que era porque saímos correndo quando uma fumaça branca começou a sair da mesquita.”
Segundo o chefe da polícia nacional, Listyo Sigit Prabowo, o suspeito era aluno da escola vizinha, e as investigações sobre seus antecedentes e motivações estavam em andamento. “Identificamos o suposto autor e estamos investigando sua identidade, seu entorno, incluindo sua casa”, disse.
A polícia isolou o complexo com portões de ferro, tratando-o como cena de crime, enquanto agentes armados patrulhavam a área e veículos blindados e de resgate se alinhavam nas ruas.
O complexo está localizado em uma área densamente povoada, construída em terrenos majoritariamente pertencentes à Marinha, onde vivem muitos militares e oficiais aposentados.
No local, um fileira de sapatos permanecia do lado de fora da mesquita pintada de verde, enquanto peritos forenses recolhiam evidências. Uma caixa de esmolas e um ventilador danificados estavam no chão, mas não havia grandes danos estruturais visíveis na parte externa.
“Eu procurava nossos filhos que estudam lá. Estava lotado, vimos muitas vítimas feridas, algumas com o rosto destruído”, contou o morador Immanuel Tarigan.
A agência estatal Antara citou o vice-ministro da Segurança, Lodewijk Freidrich, dizendo que houve duas explosões.




