ONU Mulheres investe na participação feminina para construção da paz em Moçambique

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“Ela Lidera a Paz” é um projeto que destaca a consolidação da participação e liderança significativa de Mulheres e Meninas na Paz, Segurança e Recuperação no período 2025–2027.

A iniciativa vai abranger as províncias afetadas pelo conflito com o objetivo de apoiar mulheres não apenas na superação das crises, mas também para liderarem a reconstrução das suas comunidades.

Mulheres afetadas

Nilsa Zibane Ribeiro é oficial de Programa para Mulheres, Paz e Segurança na ONU Mulheres Moçambique. Ela explica o que se espera da iniciativa.

“Com esta iniciativa, procuramos atingir mais de 71 mil mulheres nas suas comunidades, mais propriamente em Cabo Delgado, Nampula (norte) e na zona centro Sofala e Manica em 14 distritos, das quais 10 mil são mulheres afetadas pelo conflito que vão receber capacitação, apoio para recuperação econômica, organizações lideradas por mulheres para contribuírem para o processo de paz e segurança nas suas comunidades.”

Das 71 mil pessoas, 11 mil são beneficiárias diretas: 10 mil mulheres e meninas afetadas por conflitos e mil representantes de organizações lideradas por mulheres e defensoras da igualdade de género e 60 mil são beneficiárias indiretas nas comunidades abrangidas.

Maria de Lurdes, sentinela da Paz, durante sessão de sensibilização com mulheres em espaço seguro

Maria de Lurdes, sentinela da Paz, durante sessão de sensibilização com mulheres em espaço seguro

Expansão do projeto

Em nota de imprensa a ONU Mulheres cita que nos próximos dois anos, a iniciativa “Ela Lidera a Paz” irá expandir o trabalho através de formações em liderança e advocacia, acesso a serviços jurídicos e apoio psicossocial, formação profissional e atribuição de subsídios, permitindo que mulheres iniciem pequenos negócios e outras iniciativas.

“Temos um grupo notável de 240 sentinelas da paz, que são mulheres guardiãs na sua comunidade. São elas que vão ser a abordagem que vai ditar a implementação desta iniciativa. Esta iniciativa encontrasse num período super estratégico tem a ver com a celebração dos 30 anos da plataforma de ação de Beijing (Pequim) e também os 15 anos da ONU Mulheres, 25 anos da Resolução 1325 que fala sobre os direitos das mulheres no contexto conflito  e pós conflito armado.”

O projeto trabalhará em estreita colaboração com líderes tradicionais e instituições públicas para enfrentar normas de género e garantir que as mulheres tenham voz nas decisões que afetam as suas vidas.

Quibibi Buana, sentinela da Paz, em uma sessão de sensibilização com outros Sentinelas da Paz

Quibibi Buana, sentinela da Paz, em uma sessão de sensibilização com outros Sentinelas da Paz

Parcerias

A ideia do projeto está centrada no conceito de que a paz se torna mais duradoura quando as mulheres participam ativamente na sua construção.

A agência afirma que num contexto de conflito contínuo, deslocamentos forçados e choques climáticos, o foco do projeto na liderança, força e resiliência das mulheres e raparigas moçambicanas é oportuno e necessário.

O projeto conta com apoio contínuo da Noruega no valor estimado em US$ 2,3 milhões e de parceiros estratégicos com vista a não deixar ninguém para trás, oferecendo uma verdadeira esperança para um futuro mais pacífico, inclusivo e equitativo.

*Ouri Pota é correspondente da ONU News em Maputo.



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