Policial absolvido simulou diante de júri tiro que matou o lutador Leandro Lo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo usou uma arma falsa com mira a laser para simular o tiro que matou o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, em agosto de 2022. A simulação ocorreu durante o julgamento realizado na semana passada que terminou com o PM absolvido.

Velozo encenou a ação com um de seus advogados. O julgamento dele aconteceu no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

O policial militar classificou a morte de Lo como tragédia. No interrogatório, disse ter disparado em legítima defesa. Velozo e Lo estavam no Esporte Clube Sírio, no Planalto Paulista, em um show do grupo Pixote no momento do tiro.
Velozo ficou preso por três anos no presídio militar Romão Gomes, na zona norte, até ser solto com a decisão ao fim do júri popular. O Ministério Público apresentou um recurso contra a absolvição.

O advogado Claudio Dalledone, responsável pela defesa de Velozo, disse que “o reconhecimento da legitima defesa restabeleceu a verdade e alcançou a justiça.”

O advogado Adriano Vanni, que representa Fatima Lo, mãe do lutador, afirmou no início da semana que a decisão da Justiça é soberana.

“Vamos trabalhar até o fim”, afirmou Vanni. “Eu não consigo entender legítima defesa, mas o jurado entendeu que foi legítima defesa, mesmo ele tendo dado um tiro na cabeça de um cara desarmado, dentro de uma festa, ter fugido, os jurados entenderam que houve legítima defesa e a gente tem que respeitar decisão judicial.”

Segundo o PM, a confusão teve início após um homem que acompanhava Lo no show, em agosto de 2022, tê-lo reconhecido de uma outra ocasião, quando Velozo tentou intervir em uma briga entre o grupo do lutador e outras pessoas.

Velozo afirmou ainda que, no Clube Sírio, teria sido puxado pelo braço por Lo, que disse “você não é o bichão?”. O PM afirmou ter tentado apaziguar a situação, dizendo que estava sendo confundido.

Mas, ainda segundo o relato, Lo o surpreendeu com um golpe que o fez cair no chão e perder a consciência. Ao acordar, o lutador teria tentado um novo golpe contra suas pernas, momento em que atirou.

Após ser solto, Velozo gravou um vídeo dizendo que chegou a uma situação limite na noite do ocorrido e que teve de “sujar as mãos” para preservar a vida. O tenente pediu perdão à família de Lo.

Em setembro o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) assinou a demissão de Velozo com base em uma decisão do Tribunal de Justiça Militar.

No entanto, em outubro, a Justiça entendeu que Velozo deveria ser reincorporado à Polícia Militar, processo que está em andamento, conforme a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Em nota, a Polícia Militar informou que o tenente será reintegrado ao efetivo da corporação por determinação liminar do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), formalizada por decreto publicado em 28 de outubro de 2025. “Os procedimentos internos para a reintegração já estão em andamento”.

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Notícias ao Minuto | 06:53 – 22/11/2025



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