Roubos e furtos de celulares mantêm alta no centro após dispersão da cracolândia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Roubos e furtos de celulares mantiveram tendência de alta na região central de São Paulo quatro meses após a dispersão dos usuários de drogas que ocupavam trecho na rua dos Protestantes, na Santa Ifigênia, ponto fixo da cracolândia até maio deste ano.

Entre maio e setembro, os distritos policiais mais afetados pela aglomeração de dependentes químicos registraram 3.468 ocorrências de roubo ou furto de aparelhos, 7% a mais do que os 3.255 registros do mesmo período de 2024. Os distritos são: 3º DP (Campos Elíseos) e 77º DP (Santa Cecília).

A alta nos dois distritos foi maior do que o acumulado das mesmas ocorrências em toda a capital, de 3%. No mesmo período, a cidade passou de 67.136 roubos e furtos de celulares para 68.989, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Na segunda quinzena de maio, a rua dos Protestantes amanheceu vazia após meses ocupada pelos usuários, que se dispersaram por diferentes pontos na região central. Em reação, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ampliou a rede de atendimento voltada aos dependentes para todo o centro, até então concentrada na rua onde havia foco de uso de drogas.

O fluxo de usuários de drogas na rua dos Protestantes começou a reduzir a partir de março, quando um incêndio atingiu um cortiço localizado a cerca de cem metros da cracolândia, na rua dos Gusmões, apontado pela gestão municipal como um dos pontos de distribuição de drogas no centro.

No mesmo mês da dispersão, houve aumento de furtos na região. Somente no 3° DP a quantidade de queixas de furto teve alta de 15%.

Em decorrência da presença de usuários, as áreas dos dois distritos policiais fazem parte do monitoramento específico criado em 2023 pelo governo estadual e pela prefeitura para ações conjuntas de segurança pública.

Seis meses após a dispersão do fluxo na rua dos Protestantes, as gestões Tarcísio e Ricardo Nunes (MDB) divulgaram quedas nos índices criminais no centro da capital, referentes a roubos e furtos totais, sem especificar as ocorrências sobre celulares.

Em novembro, o governador afirmou que a cracolândia não existia mais na cidade, apesar de reconhecer que sempre terá consumo de drogas nas ruas.

Nos dois distritos, houve queda de 22% nos roubos -de 1.672 para 1.304- entre maio e setembro deste ano em comparação aos mesmos meses em 2024. Os furtos, porém, mantêm tendência de alta, com 2% mais registros desse tipo de ocorrência do que em 2024, no mesmo período.

As ocorrências com celulares no centro se mantiveram apesar da dispersão da cracolândia porque são praticadas por criminosos sem relação com a cena aberta de uso de drogas, de acordo com Guaracy Mingardi, analista criminal e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “São especializados nesse tipo de crime, moram nas pensões do centro e têm acesso ao ecossistema da receptação de aparelhos roubados.”

Já para o tenente-coronel Rodrigo Garcia Villardi, coordenador geral do CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) da Secretaria de Segurança Pública, o que explica a tendência de alta de furtos e roubos de aparelhos celulares no centro é a maior circulação de pessoas pela região após a dispersão dos usuários. “Metade dos furtos [registrados no centro] é praticado em locais fechados, como estações de metrô, ônibus e comércios. Com aumento do movimento na região, é natural haver essa variação.”

Além disso, o tenente-coronel atribui a alta de ocorrências com celulares à atuação da gangue da bicicleta, responsável por um terço dos casos no centro.

Procurada, a gestão Nunes não comentou os números de roubos de celulares citados e ressaltou queda de até 42% das ocorrências entre 2022 e 2025 (maio a setembro). A administração disse que os números são resultados de trabalho integrado com o governo estadual, amparado em atendimentos de saúde, assistência social e reforço da segurança pública.

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