Cinco das sete pessoas que ficaram presas na última semana em uma caverna inundada no Laos foram encontradas com vida nesta quarta-feira (27), informaram equipes de resgate laocianas e tailandesas. Os socorristas ainda disseram que seguem as buscas pelas outras duas pessoas desaparecidas.
Sete moradores do Laos entraram na caverna na província central de Xaysomboun, a cerca de 125 km da capital Vientiane, em 20 de maio, informou a mídia estatal nesta semana. Autoridadaes estimaram que o grupo ficou preso a mais de 100 metros da entrada da caverna, em uma área profunda e de difícil acesso.
Eles estavam procurando ouro, mas ficaram presos dentro do local –o que o socorrista finlandês Mikko Paasi chamou de “mina de ouro abandonada”– depois que fortes chuvas provocaram uma enchente repentina, bloqueando a saída. Autoridades e moradores locais trabalharam para bombear a água para fora da caverna, mas as equipes de resgate ainda não tinham conseguido chegar ao grupo até esta quarta.
Nesta manhã, o nível da água na caverna havia baixado consideravelmente, e os socorristas continuavam a bombear a água para fora, informou o jornal estatal Lao Economic Daily.
Socorristas do Laos, autoridades locais e moradores se reuniram do lado de fora da caverna na manhã de quarta, antes da retomada das operações de resgate, para realizar uma cerimônia espiritual tradicional, oferecendo galinhas e álcool de arroz aos espíritos sagrados que, segundo a crença, protegem a montanha e os socorristas, informou um grupo de resgate.
Imagens compartilhadas pelas equipes de resgate nas redes sociais mostraram as oferendas depositadas ao lado da entrada da caverna.
O sistema de cavernas, localizado em uma área remota, se estende profundamente no subsolo, com múltiplos níveis e passagens estreitas.
Dentro da caverna, Paasi disse: “É preciso navegar por centenas de metros de restrições constantes, águas da enchente, riscos de desabamento e alto risco de contaminação do ar”.
Antes de encontrar as cinco primeiras pessoas, Paasi afirmou que os desaparecidos poderiam “estar presas na câmara terminal”, a cerca de 300 metros da saída. Ele faz parte da equipe que inclui outro mergulhador e um gerente de equipe do Laos. “Ainda estamos otimistas de que encontraremos os mineiros vivos, pois eles entraram na mina com recursos para permanecer no subsolo por vários dias”, disse Paasi no início do dia.




