Polícia abre inquérito e aguarda laudos após morte de influenciadora no Rosewood

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil de São Paulo instaurou ao início desta semana um inquérito para apurar as circunstâncias da morte da artista norteamericana Jerry Gogosian, encontrada sem vida num quarto do hotel de luxo Rosewood, no centro da capital paulista.

A conclusão do caso ainda depende da análise de laudos do IML (Instituto Médico-Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) com informações sobre como e por qual motivo Gogosian morreu.

A artista foi encontrada morta depois que uma pessoa identificada como Jonathan, que seria cirurgião plástico, procurou a equipe do hotel após não conseguir entrar em contato com Gogosian, o nome artístico de Hilde Lynn Helphenstein.

Ela estava no Brasil havia quase um mês para realizar um procedimento estético. Jonathan relatou às autoridades que já havia prestado socorro à colega por uma potencial overdose dias antes do episódio no Rosewood.

O hotel declarou em nota ter “prestado total colaboração às autoridades competentes, fornecendo prontamente todas as informações solicitadas para auxiliar na apuração dos fatos”.

Disse também que, “em respeito à privacidade da hóspede, de seus familiares e ao trabalho das autoridades responsáveis, o hotel não comentará detalhes adicionais neste momento”.

O corpo da artista foi encontrado sobre a cama do quarto ao lado de comprimidos, uma garrafa de vodca e um copo que estava ao chão. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) constatou o óbito ainda no local.

O caso foi a princípio registrado como morte suspeita pelo 78° Distrito Policial, nos Jardins, e foi transferido na segunda-feira (1º) para o 5º DP.

O boletim de ocorrência sobre a morte de Gogosian diz que a artista foi vista com um grupo de amigas no restaurante do Rosewood ainda no sábado.

Influenciadora, Gogosian era dona de um perfil no Instagram com mais de 145 mil seguidores e produzia conteúdo ironizando tradições do meio artístico. Ela dizia tirar sarro da objetificação das artes e do ativismo transformado em performance social.

Em 2019, ela disse à Folha de S.Paulo manter “espiões no mundo todo” e que estava sempre informada sobre escândalos sexuais, acordos internos entre galerias e listas de preços que movem o mundo das artes. Naquela ocasião, ela estava em São Paulo para negociar a adaptação de suas postagens para uma série de televisão.

O Rosewood, onde morreu, está localizado no complexo Cidade Matarazzo, na divisa entre a Bela Vista e os Jardins, e costuma receber artistas, galeristas e curadores que participam de feiras, exposições e outros eventos do circuito cultural paulistano.

Foi inaugurado em 2022 e está entre os hotéis mais caros do país, com diárias entre R$ 4.400 e R$ 22 mil.

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