Como combater o socialismo da Geração Z – 07/06/2026 – Mundo

17806729186a22e9962044d_1780672918_3x2_rt.jpg


Algo novo está se agitando na esquerda. Uma nova safra de socialistas quer refazer a economia com controle de preços, pesados impostos sobre fortunas e uma onda de estatizações. Turbinados pela fúria em relação a Gaza, estão conquistando eleitores em ritmo formidável. Muitos ganharam destaque apenas recentemente, como Zack Polanski, que lidera o Partido Verde na Grã-Bretanha, ou Zohran Mamdani, o prefeito de Nova York. Outros são figuras políticas de longa data: o septuagenário Jean-Luc Mélenchon está em sua quarta tentativa de chegar à presidência da França, mas o apoio estrondoso dos jovens de vinte e poucos anos da “Geração Z” colocou o Palácio do Eliseu novamente em seu horizonte.

Chame de socialismo da Geração Z. Não porque todos os seus adeptos sejam jovens —ou porque seja novidade os jovens se inclinarem à esquerda— mas porque é a marca de esquerdismo, feita para a era do TikTok, que os jovens revolucionários de hoje apoiam.

Esqueça os ideais coletivistas de peso ou a tomada dos meios de produção. O socialismo da Geração Z é uma doutrina do eu primeiro. Mudança climática e raça, preocupações dos anos 2010 e início dos anos 2020, agora são questões muito mais periféricas. O mesmo vale para questões sociais, exceto Gaza. A angústia com inflação, moradia e inteligência artificial substituiu tudo isso por algo mais tosco. “Este país está nadando em riqueza”, diz Avi Lewis, recém-eleito líder do Novo Partido Democrático no Canadá, um país onde a produtividade está praticamente estagnada há uma década. “Podemos ter coisas boas.” Dizer que os preços devem ser congelados para manter suas contas baixas enquanto outra pessoa paga pelos seus serviços públicos é uma mensagem sedutora e compartilhável.

Muitas das queixas que animam os socialistas da Geração Z de fato derivam de problemas reais. A inflação tem sido alta demais, o aluguel nas grandes cidades é frequentemente inacessível e a IA pode revolucionar o mercado de trabalho. Ignorar essas preocupações seria tolice. No entanto, o socialismo da Geração Z está errado sobre como resolver os problemas do capitalismo. Ele deve ser combatido, porque é uma ameaça profunda à prosperidade.

Os socialistas da Geração Z de nenhum país são exatamente iguais. As realidades do poder forçaram alguns, como Mamdani, a se tornarem mais moderados. Mas eles concordam amplamente em três princípios fundamentais. Primeiro, que o crescimento pouco ajuda as pessoas comuns. A mentalidade deles é de soma zero, onde um resultado melhor não vem de criar, mas de tomar —como temem que os barões da IA logo farão em escala vasta.

Segundo, que os gastos podem ser pagos pelos mais ricos. Antes a esquerda queria impostos mais altos para todos; os socialistas da Geração Z exigem benefícios financiados por bilionários. O terceiro princípio é uma hostilidade notável à iniciativa privada. Os socialistas da Geração Z não têm interesse em deixar o mercado funcionar livremente e redistribuir os resultados. Eles querem que partes da vida cotidiana, de moradia a supermercados, sejam governadas por decreto estatal.

A política sempre teve franjas malucas. A extrema direita não é menos desvairada —e é mais perigosa. Mas o que é tão preocupante nos socialistas da Geração Z é o quanto suas ideias estão penetrando no centro-esquerda. Desesperados para competir, até democratas moderados nos Estados Unidos agora propõem esquemas insanos como isentar mais da metade dos contribuintes do imposto de renda federal.

Na Grã-Bretanha, o Partido Trabalhista, tendo conquistado o poder com uma plataforma centrista, foi assustado pelos Verdes e está reacendendo seu zelo por impostos mais altos e controle estatal. Cada vez mais, as ideias dos socialistas da Geração Z podem vencer mesmo quando seus candidatos perdem.

Isso é uma má notícia. Controles de aluguel agravariam a escassez de moradias ao esmagar o incentivo para construir. As margens de lucro das grandes redes de supermercados, demonizadas pelos socialistas da Geração Z, já são finíssimas após anos de competição implacável — um milagre do capitalismo moderno. Impostos sobre fortunas se tornariam confiscatórios e desencorajariam a inovação. Não presuma que o fracasso dessas políticas, se implementadas, traria uma correção de rumo automática. A Europa tem lutado por décadas para escapar da letargia de baixo crescimento deixada por sua própria regulação excessiva; a ascensão dos “peronistas” estatistas na Argentina ajuda a explicar seu século de declínio relativo.

Resistir ao socialismo da Geração Z é, portanto, uma tarefa urgente. O primeiro passo é os liberais de livre mercado pararem de se desculpar. Uma série de críticas populares ao capitalismo, cada uma contendo um grão de verdade, em conjunto obscureceu a sabedoria fundamental de que a iniciativa privada está na raiz da prosperidade humana. Sim, as pessoas nem sempre são racionais, como mostra a economia comportamental. É verdade que a desigualdade importa e o crescimento é melhor quando é amplo. O livre comércio e a globalização criam perdedores assim como vencedores. Mas este é o melhor momento da história humana para nascer, dados os recordes de renda real, alta expectativa de vida e baixas taxas de pobreza extrema. Uma defesa mais incisiva do capitalismo funcionaria melhor na era das redes sociais do que o lamento de centristas sem carisma como Sir Keir Starmer.

Governos centristas também devem resolver os problemas que impulsionam o descontentamento popular. Os liberais da “abundância” estão certos em querer construir moradias e infraestrutura baratas e abundantes. Os políticos devem parar de sobrecarregar os jovens com o fardo de financiar aposentadorias excessivas. O sistema tributário deve garantir que a meritocracia prevaleça sobre a “hereditocracia”: impostos sobre herança de base mais ampla e tributos sobre propriedade ajudariam.

O desafio mais difícil será a disrupção causada pelos avanços em IA. Os esquerdistas da Geração Z já apresentaram sua proposta com pedidos de moratória em data centers e garantia de emprego pelo governo. Os liberais devem ser mais positivos e imaginativos em suas próprias prescrições, usando uma combinação de impostos, propriedade de capital distribuída e apoio aos trabalhadores para garantir que os benefícios da disrupção do mercado de trabalho sejam amplamente compartilhados.

Os populistas têm o vento a seu favor; às vezes pode parecer que o liberalismo de mercado está fadado ao fracasso político. The Economist discorda. Uma defesa robusta das ideias que trouxeram riquezas sem precedentes mal foi tentada. Muitos dos problemas que animam os socialistas da Geração Z, como aluguéis altos, são resultado de mercados insuficientemente livres, não excessivamente. Ainda há tempo para o liberalismo mais uma vez produzir resultados —e vencer o argumento.



Source link

Leia Mais

Eleito lidará com Congresso que destituiu líderes em série -

Eleito lidará com Congresso que destituiu líderes em série – 06/06/2026 – Mundo

junho 7, 2026

17806729186a22e9962044d_1780672918_3x2_rt.jpg

Como combater o socialismo da Geração Z – 07/06/2026 – Mundo

junho 7, 2026

naom_6a23f508e4b3d.webp.webp

Ex-jogador de Seleção é encontrado morto aos 34 anos

junho 7, 2026

TV Brasil transmite Sesi Araraquara x Sampaio Basquete neste domingo

TV Brasil transmite Sesi Araraquara x Sampaio Basquete neste domingo

junho 7, 2026

Veja também

Eleito lidará com Congresso que destituiu líderes em série -

Eleito lidará com Congresso que destituiu líderes em série – 06/06/2026 – Mundo

junho 7, 2026

17806729186a22e9962044d_1780672918_3x2_rt.jpg

Como combater o socialismo da Geração Z – 07/06/2026 – Mundo

junho 7, 2026

naom_6a23f508e4b3d.webp.webp

Ex-jogador de Seleção é encontrado morto aos 34 anos

junho 7, 2026

TV Brasil transmite Sesi Araraquara x Sampaio Basquete neste domingo

TV Brasil transmite Sesi Araraquara x Sampaio Basquete neste domingo

junho 7, 2026