Trump diz que bombardeará Irã caso país ‘não se comporte’ – 17/06/2026 – Mundo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que o acordo de cessar-fogo que será assinado na sexta-feira (19) com o Irã ainda não é definitivo e que o líder americano pode bombardear o país caso não fique satisfeito com o resultado das negociações.

“É um memorando de entendimento. E, se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, lançando bombas na cabeça deles”, disse Trump durante uma cúpula do G7 na França. “Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos imediatamente a lançar bombas na cabeça deles, certo?”

Os líderes dos países do G7 exigiram um cessar-fogo no Líbano, após Israel lançar uma ofensiva no país vizinho e afirmar que manterá sua ocupação militar no sul. Na declaração conjunta, o grupo ainda afirmou que diversificará as rotas de fornecimento de energia para reduzir a dependência do estreito de Hormuz, que ficou bloqueado por Teerã durante o conflito, ao mesmo tempo em que saudaram o acordo provisório.

Os líderes se reuniram para uma cúpula na cidade francesa de Evian-les-Bains, a cerca de uma hora de carro ao longo da margem do Lago Genebra do local onde o memorando deverá ser assinado em uma cerimônia do outro lado da fronteira suíça, na sexta-feira.

Espera-se que o acordo entre Estados Unidos e Irã dê início a negociações para um acordo final que encerre a guerra.

No comunicado, os líderes do G7 falaram sobre o acordo diretamente. “Destacamos a necessidade de que as negociações abordem as ameaças representadas pelo Irã na região e além dela, garantindo que jamais obtenha uma arma nuclear”, afirma o texto.

A cúpula deu a Trump a oportunidade de apresentar termos DE seu acordo com o Irã aos aliados Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão. Esses países compartilham as preocupações de Washington sobre o programa nuclear iraniano e outras questões, mas nunca apoiaram a decisão de Trump de entrar em guerra e temem que Teerã tenha ganhado influência ao resistir ao ataque e firmar controle sobre o estreito.

Os líderes disseram estar prontos para contribuir para a implementação do acordo, com uma coalizão liderada por Reino Unido e França preparada para ajudar a garantir a segurança da navegação assim que o estreito de Hormuz for reaberto.

O memorando de entendimento assinado esta semana por Washington e Teerã, embora ainda não tenha sido divulgado publicamente, estende por mais 60 dias um cessar-fogo anunciado em abril, permitindo que as partes negociem uma trégua permanente. Trump parece ter alcançado pouco do que dizia desejar no início da guerra. O governo teocrático do Irã permanece no poder, seu estoque de urânio altamente enriquecido não foi entregue, suas capacidades de mísseis balísticos não foram destruídas e o país não encerrou seu apoio a grupos extremistas, como o Hezbollah no Líbano.

Trump afirma que o pacto estabelece que o Irã não terá uma arma nuclear. Teerã sempre negou ter esse objetivo.

Uma das maiores questões ainda pairando sobre a trégua é o destino do Líbano, que Israel invadiu em março para eliminar o Hezbollah depois que o grupo xiita atacou o Estado judeu em solidariedade a Teerã.

Forças israelenses ainda ocupam uma faixa do sul do Líbano, onde mais de um milhão de pessoas foram expulsas de suas casas, enquanto o Hezbollah permanece invicto.

O Irã diz que o cessar-fogo também deve encerrar as hostilidades no Líbano e que um acordo permanente deve levar a uma retirada israelense. Israel, que foi excluído das negociações de paz EUA-Irã, diz que não se retirará e reserva o direito de usar força militar.

O impasse abriu uma fissura entre Israel e os EUA, com Trump repreendendo publicamente seu aliado Binyamin Netanyahu. Em seu comunicado, os líderes do G7 pediram um “cessar-fogo robusto imediato” no Líbano e o desarmamento do Hezbollah.



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