Os Estados Unidos convidaram o Brasil para participar de um evento sobre o que o governo Trump diz ser “o ressurgimento da extrema esquerda”. O secretário do Estado, Marco Rubio, convidou 60 países para integrarem o grupo. O encontro está previsto para o dia 16 de julho.
A Folha apurou que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ainda avalia a ida ao evento, uma vez que possui eventos na próxima semana como a visita da chanceler do Canadá, Anita Anand.
Em nota, o Departamento de Estado diz que o evento abordará o “ressurgimento do terrorismo político” e que os convidados são de diferentes regiões, como o hemisfério ocidental (termo que a Casa Branca usa para se referir a todo o continente americano, não ao Ocidente), a Europa e a Ásia.
Ao jornal The Washington Post, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que o evento foi organizado porque o terrorismo de extrema esquerda é “uma antiga ameaça que está ressurgindo com fortes vínculos transnacionais e novas convergências”.
“Como essa ameaça não foi adequadamente enfrentada no passado, cada iniciativa de engajamento, designação ou programa de assistência à segurança gera um efeito cumulativo que fortalece as medidas de combate, tanto no país quanto no exterior”, disse Pigott ao jornal.
O convite dos EUA acontece após uma semana conturbada entre Rubio e Vieira. O governo Donald Trump classificou na terça-feira (7) como “absurda” uma fala do ministro do Itamaraty sobre a possibilidade de os Estados Unidos utilizarem forças militares em território brasileiro.
A fala de Vieira ocorreu depois de o governo americano classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Em resposta a um pedido de informações enviado pela Câmara dos Deputados pelo deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), o chanceler afirmou haver uma “possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”.




