
O enviado especial da ONU para o Iêmen expressou preocupação com a retomada dos ataques do grupo armado Houthi a navios comerciais, que causaram a interrupção da navegação no Mar Vermelho.
Hans Grundberg enfatizou que sua prioridade continua sendo preservar as conquistas da trégua de 2022 e evitar o retorno a um conflito mais amplo no Iêmen.
Segundo agências de notícias, os houthis, que são aliados do Irã, atacaram dois navios petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho nesta quinta-feira, reforçando temores de um conflito regional mais amplo.
Os ataques ocorreram em meio ao 13°dia seguido de ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Ainda de acordo com agências de notícias, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que iria punir o Irã e os houthis pelas agressões contra os sauditas.
Esse desdobramento da guerra no Oriente Médio ameaça bloquear um corredor marítimo crucial que conecta o Canal de Suez ao Mar Vermelho e ao Golfo de Áden.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, OMI, Arsenio Dominguez, condenou veementemente os ataques à navegação internacional no Mar Vermelho, classificando-os como “indefensáveis”.
Ele afirmou que essas ofensivas militares colocam em risco a vida dos marinheiros, ameaçam o comércio global, prejudicam o meio ambiente marinho e perturbam as cadeias de suprimentos internacionais.
Ele também pediu a libertação imediata e incondicional de todos os marinheiros que ainda permanecem em cativeiro após ataques piratas no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.
Em uma nota separada, relatores da ONU* expressaram nesta sexta-feira “profunda preocupação” com relatos de violações graves do direito internacional decorrentes de “operações militares ilegais” realizadas pelos Estados Unidos e por Israel no Irã desde 28 de fevereiro.
O grupo de especialista também condenou ataques de retaliação iranianos em toda a região do Golfo contra civis e infraestrutura civil, incluindo embarcações.
Eles pediram o fim da guerra e a realização de investigações rápidas, independentes, imparciais e transparentes sobre as alegações.
Operações militares realizadas entre 28 de fevereiro e o início de abril teriam causado a morte de pelo menos 3.375 civis, incluindo quase 500 mulheres, e deixado mais de 33 mil feridos.
Os especialistas receberam relatos credíveis indicando que civis iranianos podem ter sido expostos a substâncias perigosas internacionalmente proibidas, com consequências potencialmente graves para a saúde pública, particularmente para mulheres, meninas e gestantes.
Os especialistas recordaram relatos de que uma escola de ensino fundamental em Minab foi atingida duas vezes durante o horário escolar, em 28 de fevereiro de 2026, resultando na morte de 168 crianças e vários professores.
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