Terremoto no Japão: Vídeo mostra shopping destruído – 29/07/2026 – Mundo

Terremoto no Japão: Vídeo mostra shopping destruído - 29/07/2026 -


Centenas de funcionários e clientes de um shopping no sul do Japão relataram ter sido arremessados ao chão ou envolvidos por uma espessa nuvem de poeira causada por um terremoto de magnitude 7,1 que sacudiu o edifício na terça-feira (28).

Pouco mais de uma hora depois, uma explosão devastou o local. Os que conseguiram sair às pressas do centro comercial assistiram, do lado de fora, ao momento em que a explosão destruiu parte da estrutura do prédio, expondo vigas de aço e lançando destroços pelo estacionamento.

As equipes de resgate, que inicialmente temiam entrar nos escombros devido ao risco de novos desabamentos, retiraram oito pessoas presas no edifício na madrugada desta quarta-feira (29). Três delas estavam mortas. Outros três funcionários do shopping continuam desaparecidos, informou a operadora Aeon, que investiga a hipótese de um vazamento de gás.

Imagens gravadas por um policial dentro do prédio nesta quarta-feira mostraram grandes partes do teto desabadas, fachadas de lojas destruídas pela explosão e móveis espalhados pelo chão.

A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou nesta quarta que a operação para resgatar as pessoas ainda presas no shopping e outras afetadas pelo terremoto era “uma corrida contra o tempo”. Cerca de 170 soldados foram mobilizados para auxiliar na operação. O balanço de mortos mais recente divulgado pelo governo contabiliza 13 mortos no total.

Os 25 gatos que haviam ficado presos em um café temático para gatos foram resgatados com sucesso na quarta-feira, informou o proprietário do estabelecimento em uma publicação nas redes sociais, agradecendo às equipes de resgate.

O shopping, o maior da província, havia sido reinaugurado no mês passado como um novo e modernizado complexo de compras e entretenimento para marcar sua recuperação de outro terremoto devastador ocorrido há uma década.

Depois de sofrer graves danos no terremoto de magnitude 7,3, que atingiu Kumamoto em abril de 2016, a operadora destacou que havia reforçado estruturalmente os tetos do edifício e implementado diversas melhorias voltadas à segurança e à resistência sísmica como parte da reconstrução.

Ainda assim, um funcionário de uma das cerca de 200 lojas do shopping contou ao jornal Yomiuri que o tremor de terça-feira fez o prédio balançar por cerca de 10 segundos e o derrubou de joelhos.

Outro funcionário, de 22 anos, que trabalhava no cinema do shopping, disse ao jornal que o terremoto levantou uma enorme nuvem de poeira, aumentando ainda mais o pânico.

Takateru Sonoda, 41, proprietário de um salão de beleza com cafeteria próximo ao shopping, disse à agência de notícias Jiji Press que pensou que uma bomba tivesse explodido devido ao barulho da explosão.

O presidente da Aeon, Akio Yoshida, pediu desculpas nesta quarta-feira durante uma conversa com jornalistas. “A empresa leva muito a sério este incidente ocorrido em uma de nossas instalações. Pedimos profundamente desculpas por termos causado um desfecho como este”, disse.

Ele afirmou que os funcionários conseguiram retirar aproximadamente 3.000 clientes em menos de meia hora após o terremoto. No entanto, algumas pessoas permaneceram no prédio e ainda estavam lá quando, cerca de 50 minutos depois, ocorreu a explosão.

“Depois descobrimos que algumas pessoas permaneceram lá dentro ou retornaram por algum motivo”, afirmou Yoshida, acrescentando que um sobrevivente foi encontrado ferido no banheiro.

Alguns socorristas relataram sentir cheiro de gás, informou o porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara. Representantes da Aeon explicaram que o shopping utilizava GLP (gás liquefeito de petróleo), e não gás canalizado. O combustível era fornecido ao prédio a partir de um tanque de armazenamento localizado na área externa. Segundo eles, esse sistema havia passado por uma inspeção de segurança no mês anterior.

Imagens após a explosão mostraram que o tanque externo aparentemente permaneceu intacto.

No caso do gás canalizado, o fornecimento é automaticamente interrompido pelas operadoras quando a atividade sísmica ultrapassa determinado limite ou quando há danos na tubulação.

Entretanto, o GLP também possui mecanismos automáticos de segurança, explicou um representante da associação japonesa de vendas de GLP. Medidores controlados por microcomputadores interrompem automaticamente o fornecimento caso detectem anormalidades, como vazamentos ou oscilações de pressão, além de serem projetados para cortar o abastecimento durante fortes terremotos.

Segundo ele, fornecedores de gás e empresas responsáveis pelos sistemas de segurança também podem interromper remotamente o fornecimento por transmissão via rádio em situações de emergência.

Yoshida afirmou que a possibilidade de a explosão ter sido provocada por gás era “muito alta”, mas ressaltou que uma investigação detalhada seria necessária para determinar exatamente o que deu errado.



Fonte CNN BRASIL

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