O objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Folhapress | 11:00 – 30/07/2026

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta terça-feira (4), mandados de busca e apreensão em uma nova fase da Operação Sem Desconto. A ação tem como alvo o advogado Willer Tomaz e apura suspeitas de lavagem de dinheiro para o senador Weverton Rocha (PDT-MA), relacionadas ao esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A residência do senador também é alvo de buscas por causa de operações consideradas suspeitas envolvendo a esposa dele. As defesas ainda não se manifestaram.
Advogado com trânsito em diferentes setores políticos de Brasília, Willer Tomaz é suspeito de ter realizado operações de lavagem de dinheiro para Weverton e disponibilizado uma aeronave para uso do parlamentar. As buscas são realizadas na casa e no escritório do advogado.
Um dos objetivos da PF é apreender bens para recuperar valores que teriam sido desviados. Veículos de luxo e outros itens foram recolhidos durante a operação.
Willer Tomaz também mantém uma relação de amizade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Conforme revelou o Estadão, os dois chegaram a viajar juntos em uma aeronave particular. A operação da PF, porém, não envolve suspeitas contra o pré-candidato do PL.
No governo Lula, Tomaz mantinha proximidade com o ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho e foi beneficiado por uma regra da pasta, segundo reportagem publicada pelo Estadão nesta terça-feira.
Em 2017, Willer foi alvo de um mandado de prisão durante a Operação Lava Jato, após ser citado na delação premiada de executivos do grupo J&F como intermediário no pagamento de propina a um procurador da República.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) rejeitou a denúncia contra o advogado por falta de provas. Em depoimento posterior, o empresário Joesley Batista recuou e afirmou que não havia contratado Willer com o objetivo de influenciar autoridades públicas.
Nesta terça-feira, agentes federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos”, informou a PF.
Weverton Rocha já estava na mira dos investigadores da Operação Sem Desconto. Em 18 de dezembro, o senador foi alvo de busca e apreensão. Na ocasião, declarou ter recebido a operação “com surpresa, mas com serenidade” e disse que estava à disposição para esclarecer eventuais dúvidas assim que tivesse acesso integral à decisão judicial.
A Polícia Federal também identificou, no celular do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, conversas sobre a entrega de dinheiro em espécie a um ex-assessor de Weverton Rocha. Antunes é apontado como suspeito de liderar o esquema fraudulento.

O objetivo do órgão é que a AGU encontre algum remédio judicial para rebater a determinação do ministro para que todos os atos da apuração sejam imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
Folhapress | 11:00 – 30/07/2026
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