
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Escolher o presente ideal e fazê-lo caber no orçamento são os principais desafios de quem compra no Dia dos Pais. Uma pesquisa do Google, publicada na última semana, mostrou que 43% dos consumidores disseram não ter a menor ideia do que comprar para a figura paterna, e que metade das compras deve ser feita na reta final: 23% na semana da comemoração, 13% na véspera e 14% apenas no próprio domingo.
A pressa, porém, pode sair cara. Além de reduzir o tempo para pesquisar preços, a corrida de última hora costuma favorecer compras por impulso e diminuir a chance de comparar ofertas entre diferentes lojas.
Um levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostrou que, neste ano, a cesta de produtos procurados para o Dia dos Pais ficou 4,09% mais cara, abaixo da inflação oficial do país no período, de 4,52%. Veja abaixo presentes que podem pesar mais e menos no bolso.
O maior aumento foi registrado pelo chocolate em barra e bombons, que ficaram 16,37% mais caros, refletindo a disparada do preço internacional do cacau. Também tiveram altas expressivas os perfumes (12,25%), videogames (11,24%), produtos para barba (9,19%), computadores (8,87%) e produtos para cabelo (8,18%).
Por outro lado, diversos itens ficaram abaixo da inflação ou até registraram queda de preços. É o caso de aparelhos de som (-5,14%), telefones (-1,89%), vinhos (-1,58%), televisores (-0,36%) e bicicletas (-0,04%). Entre os presentes mais tradicionais, roupas também tiveram reajustes mais moderados, como camisas e camisetas masculinas (2,53%), bermudas (3,61%) e relógios de pulso (3,93%).
Na Região Metropolitana de São Paulo, o comportamento foi semelhante. A cesta de presentes acumulou inflação de 4,9%, em linha com o índice nacional. As maiores altas também ficaram com chocolates (17,79%), produtos para barba (14,86%), produtos para cabelo (11,42%) e perfumes (10,92%), enquanto café moído (-17,83%), vinho (-4,34%) e aparelhos telefônicos (-0,46%) registraram queda.
Mesmo com a queda de preços, a arrecadação do varejo deve aumentar 9,3% em relação a 2025, conforme levantamento do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo). O estudo mostra alta de 12,2% no gasto médio por consumidor na data comemorativa em relação ao ano passado. No entanto, estima redução do número de compradores (2,3 milhões a menos que no último Dia dos Pais).
Uma pesquisa realizada pela prestadora de serviços financeiros DM corrobora os dados colhidos pelo Ibevar. Segundo este levantamento, 47,2% das pessoas entrevistadas planejam gastar mais com o Dia dos Pais do que ano passado e 34,8% devem desembolsar mais de R$ 500 em presentes.
A perspectiva de aumento da arrecadação não se restringe ao varejo. O setor de bares e restaurantes vê o Dia dos Pais como oportunidade de ampliar as vendas. Segundo pesquisa da Abrasel SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em São Paulo), 68% das empresas ouvidas no estado vislumbram faturar mais neste fim de semana.
Apesar do cenário relativamente favorável em relação ao ano passado, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça, recomenda cautela para quem pretende aproveitar os últimos dias de compras. Segundo o órgão, a proximidade da data aumenta a chance de o consumidor aceitar preços mais altos ou fechar negócio sem conferir condições importantes.
A Senacon recomenda alguns cuidados para evitar problemas nas compras feitas às pressas:
– Pesquise antes de comprar: mesmo com pouco tempo, vale comparar preços entre lojas físicas e sites. Produtos muito procurados na reta final podem apresentar diferenças significativas de preço.
– Verifique o prazo de entrega: confirme se o produto chegará antes do Dia dos Pais.
– Lembre-se do direito de arrependimento: nas compras feitas pela internet, telefone ou catálogo, o consumidor pode desistir da compra em até sete dias após o recebimento do produto, com devolução integral do valor pago.
– Confira a política de troca: nas lojas físicas, a troca por tamanho, cor ou gosto pessoal não é obrigatória e depende da política do estabelecimento. O ideal é confirmar as regras antes de pagar.
– Produtos com defeito continuam protegidos: mesmo em liquidações e promoções, o Código de Defesa do Consumidor garante os mesmos direitos para produtos que apresentarem defeitos.
– Guarde comprovantes: nota fiscal, recibos, anúncios e comprovantes de pagamento podem ser necessários caso seja preciso reclamar posteriormente.
– Desconfie de ofertas muito abaixo do mercado: verifique se o site é oficial e evite clicar em links enviados por mensagens ou redes sociais sem confirmar a origem.
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