Brasil vive crise em mau início de Diniz e precisa se reinventar sem Neymar – 18/10/2023 – Esporte

Brasil vive crise em mau início de Diniz e precisa


Fernando Diniz estreou na seleção brasileira com goleada sobre a Bolívia e muitos elogios. Que diminuíram no magro triunfo sobre o Peru e desapareceram no empate em casa com a Venezuela. O jogo seguinte, péssima apresentação em derrota para o Uruguai, foi ainda pior.

Degrau a degrau, o paulista de 49 anos desceu em pouco mais de um mês a seu ponto mais baixo no time nacional. E perdeu aquele que tratava como seu grande nome, apesar dos questionamentos ao futebol por ele apresentado nas últimas temporadas.

Neymar, 31, sofreu uma lesão grave no joelho esquerdo. Confirmada a suspeita de rompimento do ligamento cruzado anterior e do menisco, o atacante ficará afastado por até 12 meses e forçará o técnico a rever seu planejamento.

Apresentado em agosto como comandante da formação pentacampeã mundial, Diniz chegou dizendo que o jogador ainda escreveria “o capítulo mais bonito de sua história”. Agora mesmo, na última segunda-feira (16), rebateu aqueles que enxergavam o momento propício para deixar o craque decadente de lado. “Nenhum treinador do mundo abriria mão do Neymar”, respondeu.

No dia seguinte, o atleta lesionou o joelho. E, embora este não fosse o plano original do chefe, está aberto o posto de protagonista. Vinicius Junior, 23, peça-chave do Real Madrid, desponta como principal candidato, mas o menino de São Gonçalo ainda não se mostrou capaz de repetir em verde-amarelo o que costuma fazer de branco.

“Fui muito mal na partida”, disse, após o revés em Montevidéu. “Meu ciclo na seleção ainda não foi como eu espero. Tenho muito a evoluir para jogar na minha melhor versão, como eu faço no Real. Claro que a pressão é grande.”

Vinicius não foi o único de mau desempenho no estádio Centenario, onde o Brasil perdeu uma invencibilidade de 37 jogos de Eliminatórias da Copa do Mundo. Desorganizado, o time só conseguiu sua primeira finalização –de um total de duas– no segundo tempo.

Os jogadores admitiram a dificuldade para assimilar as ideias do técnico, que tem um estilo bem particular, baseado na profusão de opções para passes curtos. Não importa, por exemplo, que a bola esteja na ponta esquerda: o ponta-direita deve se aproximar e se apresentar como opção.

Tem funcionado no Fluminense, finalista da Copa Libertadores, mas levou tempo. Diniz chegou ao clube em maio de 2022 e tem até agora o Campeonato Carioca deste ano como seu único título de relevância no futebol.

Interino na seleção, enquanto a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aguarda a chegada do italiano Carlo Ancelotti, o profissional continua trabalhando no Fluminense. E torce para que os jogadores da formação nacional entendam rapidamente os conceitos aplicados na agremiação tricolor.

“É diferente”, resumiu o atacante Richarlison. “Ele trabalha aqui e no Fluminense. Lá, ele tem bastante tempo para trabalhar. Aqui, temos pouco. Então, até pegar o ritmo, o jeito, o estilo de jogo dele, creio que vá demorar um pouquinho.”

O tempo, de fato, é escasso. Diniz não coleciona nem 20 treinamentos na seleção. Mas, como demonstrou ao longo de toda a sua trajetória, não está disposto a adotar estratégias mais pragmáticas e promover uma transação paulatina para seu estilo. A condição de interino, afinal, reforça, não aplaca, seu ímpeto de franco-atirador.

“Os trabalhos acontecem com o tempo. Nenhum trabalho da minha vida aconteceu de forma linear”, declarou. “Obviamente, a seleção tem essa coisa da falta de tempo. A gente precisa observar os adversários e ir melhorando. Tenho confiança de que a gente vá apresentar um futebol melhor na próxima convocação.”

A próxima convocação será para confrontos considerados duros. O Brasil vai visitar a Colômbia, em Barranquilla, em 16 de novembro. Cinco dias mais tarde, enfrentará no Rio de Janeiro a Argentina, atual campeã mundial e líder das Eliminatórias com 100% de aproveitamento. Pouco antes disso, em 4 de novembro, também no Maracanã, Diniz comandará o Fluminense contra os argentinos do Boca Juniors na final da Libertadores.

Em um intervalo de duas semanas, o técnico poderá deixar seu nome indelevelmente na história da agremiação das Laranjeiras, reerguer a seleção e reacender o debate sobre a necessidade da contratação de Ancelotti. Os resultados, claro, poderão também ser outros.



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