
No meio da década de 1920, o menino Antônio Alves dos Santos pulava a cerca e atravessava o rio Água Verde para assistir gratuitamente aos jogos do Athletico, o time que acabara de ser criado e mandava suas partidas no estádio próximo de sua casa.
Quinze anos depois, em 1941, com seu nome de guerra, Laio, foi contratado pelo clube para disputar a posição com o lendário Caju. No Athletico, foi campeão paranaense em 1943, 1945 e, em 1949, tornou-se o goleiro titular do inesquecível time denominado “Furacão”, conquistando o campeonato estadual de maneira invicta.
Não foi a única vez que o Athletico teve, ao mesmo tempo, dois goleiros espetaculares se revezando na meta; basta lembrar de Roberto Costa e Rafael na década de 1980 e, mais recentemente, de Santos e Bento.
No entanto, Laio era o goleiro certo para substituir Caju. Embaixo das traves, era tão espetacular em suas defesas aéreas plásticas e ornamentais que foi apelidado de “Fortaleza Voadora”, em alusão ao Avião B-17, o bombardeiro criado pela Boeing na segunda metade da década de 1930 e amplamente utilizado pelos aliados na Segunda Guerra Mundial.
Na memória dos colegas, as bombas que Laio jogava eram outras: ele era o jogador “resenha” no vocabulário atual do futebol, pois não livrava a cara de ninguém na hora de dar apelidos ou fazer brincadeiras para descontrair o ambiente.
Tenente Coronel da Polícia Militar, Laio após a aposentadoria viveu durante décadas na cidade de Matinhos, no litoral do Paraná, com a esposa Iolanda, onde gostava de receber torcedores para compartilhar histórias de seus tempos no Athletico até falecer aos 93 anos.
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