O treinador Fernando Diniz, 49, foi demitido da seleção brasileira nesta sexta-feira (5), um dias após o dirigente Ednaldo Rodrigues ser reconduzido à presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Folha.
Diniz foi contratado em julho do ano passado como interino, a princípio pelo período de um ano. O desejo da entidade era que o italiano Carlo Ancelotti assumisse o comando da seleção a partir da disputa da Copa América, nos Estados Unidos, entre junho e julho. Ancelotti, porém, renovou recentemente seu contrato com o Real Madrid até 2026.
Logo após ser reconduzido ao cargo de presidente da CBF por força de liminar concedida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, que ainda precisa ser ratificada pelo plenário do tribunal, Ednaldo teria estabelecido como um dos objetivos principais definir o técnico da seleção de maneira definitiva. O treinador do São Paulo, Dorival Jr, é um dos cotados para assumir a posição.
Pesou para a demissão o acordo que havia sido estabelecido entre Ednaldo e o Fluminense, do qual Diniz também é o treinador, de que, encerrado o período de interinidade na seleção, ele seguiria apenas comandando o time carioca até o final de seu contrato, em dezembro de 2024.
Como ele já havia sido contratado como interino até a hipotética chegada de Ancelotti, e com a renovação do italiano com o Real Madrid, também deixou de fazer sentido manter um técnico tampão por mais seis meses. A ideia do presidente da CBF é contratar um treinador que possa conduzir a equipe até a Copa de 2026.
Além disso, o retrospecto ruim de Diniz na seleção também pesou para a decisão tomada nesta sexta-feira. Ele comandou a equipe em apenas seis jogos, todos pelas eliminatórias para a Copa de 2026.
Acumulou no período duas vitórias, com uma goleada de 5 a 1 na estreia contra Bolívia e por 1 a 0 contra o Peru, um empate com a Venezuela (1 a 1), e três derrotas para Uruguai (2 a 0), Colômbia (2 a 1) e Argentina (1 a 0). As derrotas em sequência representaram a primeira na história da seleção em jogos classificatórios para o Mundial.
O técnico teve o terceiro pior desempenho de um treinador à frente da equipe canarinho na história, com um aproveitamento de apenas 39%.
Levantamento da Folha com base no histórico da seleção mantido pela RSSSF Brasil (braço nacional da Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation) mostra que o técnico só fica à frente de Paulo Roberto Falcão e Chico Netto em termos de aproveitamento com o time.
O técnico que vier a assumir o time brasileiro vai pegar a equipe na sexta colocação nas eliminatórias sul-americanas, a última que garante vaga direta na Copa. O Brasil volta a entrar em campo pelas classificatórias apenas em outubro, quando enfrenta o Peru.
Antes, disputa amistosos contra Inglaterra e Espanha, em março, e, em seguida, parte para os Estados Unidos para a disputa da Copa América. Para os compromissos no primeiro semestre, a seleção não poderá contar com seu principal jogador. Neymar se lesionou em outubro de 2023, durante confronto contra o Uruguai, e deve estar apto a retornar aos gramados apenas em agosto.




