Brasil reafirma na ONU compromisso com políticas para mulheres

1741930565_image770x420cropped.jpg



A ministra das Mulheres do Brasil, Aparecida Gonçalves, afirmou na ONU que o país está pronto para continuar avançando com políticas que colocam as mulheres “no centro do projeto democrático”.

Em discurso na 69ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW, em Nova Iorque, ela destacou esforços para acabar com desigualdades que marcam a sociedade brasileira.

Igualdade salarial e prevenção do feminicídio

“Aprovamos a Lei da Igualdade Salarial remuneratória entre Homens e Mulheres, que nos traz dados fundamentais sobre desigualdades que persistem. Uma mulher no Brasil recebe, em média, 20% a menos que um homem e uma mulher negra recebe metade do que recebe um homem branco”.

A ministra também abordou o combate à violência contra mulher, ressaltando investimentos de US$ 172 milhões para fortalecer redes de proteção e ampliar serviços de atendimento especializado.

Ela citou o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, um plano com 73 medidas e orçamento de US$ 432 milhões, focado na prevenção e no enfrentamento à violência. Outras medidas adotadas no país incluem reparação para órfãos do feminicídio e auxílio aluguel para mulheres em situação de vulnerabilidade.

De acordo com Cida Gonçalves, a proteção e a autonomia das mulheres dependem do enfrentamento de diversas barreiras estruturais.

Superação da pobreza, racismo e misoginia

“A experiência brasileira, nos últimos anos, reforça que não há igualdade sem combate à fome, sem justiça social, sem enfrentar o racismo e a misoginia que atravessam a vida das mulheres, especialmente as mais vulneráveis”.

Ela ressaltou que a população feminina é a maior beneficiada em programas sociais como o Bolsa Família, onde 83% dos lares beneficiados são chefiados por mulheres, e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, no qual 73% das recipientes são do sexo feminino.

Segundo a ministra, o Brasil também busca reconhecer o cuidado como um direito e como trabalho que precisa ser compartilhado entre Estado, sociedade e famílias, com ampliação de creches e escolas de tempo integral.

Garantir a voz das mulheres

Cida Gonçalves concluiu dizendo que a Declaração de Pequim, que completa 30 anos, é um marco internacional que deu ao Brasil as “diretrizes para incluir e garantir os direitos de todas as mulheres: as negras, indígenas, camponesas, ribeirinhas, quilombolas, lésbicas, bissexuais e trans”.

Em 2025, o país realiza a Quinta Conferência Nacional de Política para as Mulheres, com o tema Democracia e Igualdade.

De acordo com a ministra, o objetivo do evento é garantir que a voz das mulheres brasileiras “ecoe na formulação das políticas públicas”.



Source link

Leia Mais

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

março 16, 2026

177368579469b84c229aac6_1773685794_3x2_rt.jpg

Rede elétrica de Cuba colapsa e deixa país todo no escuro – 16/03/2026 – Mundo

março 16, 2026

Ultradireita avança em eleições municipais na França - 16/03/2026 -

Ultradireita avança em eleições municipais na França – 16/03/2026 – Mundo

março 16, 2026

1773683271_image770x420cropped.jpg

Agência da ONU nas Américas ressalta avanços em rotulagem frontal de alimentos

março 16, 2026

Veja também

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida

março 16, 2026

177368579469b84c229aac6_1773685794_3x2_rt.jpg

Rede elétrica de Cuba colapsa e deixa país todo no escuro – 16/03/2026 – Mundo

março 16, 2026

Ultradireita avança em eleições municipais na França - 16/03/2026 -

Ultradireita avança em eleições municipais na França – 16/03/2026 – Mundo

março 16, 2026

1773683271_image770x420cropped.jpg

Agência da ONU nas Américas ressalta avanços em rotulagem frontal de alimentos

março 16, 2026