Brasil deve enfrentar passado de ditadura para garantir futuro da democracia

1744055690_image770x420cropped.jpg



As violações de direitos humanos cometidas durante o regime militar do Brasil de 1964 a 1985 não devem ser esquecidas. A memória desse período histórico é crucial para garantir os direitos humanos e a democracia no país.

Com essa declaração, o relator especial** para a Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, falou a jornalistas na sede do Centro de Informação da ONU, Unic, no Rio de Janeiro.

Consequências ameaçam democracia

Segundo ele, embora o Brasil “tenha feito progresso significativo para abordar essas questões desde 1985, existe uma implementação insuficiente de políticas de justiça de transição para lidar com as consequências da ditadura e que leva a ataques recorrentes à democracia, aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Duhaime é professor titular de Direito Internacional na Faculdade de Direito e Ciência Política da Universidade de Quebec, no Canadá. Durante sua visita oficial, de nove dias ao Brasil, ele se reuniu com representantes do governo, membros da sociedade civil e vítimas da ditadura.

O objetivo da visita foi avaliar as medidas nas áreas de verdade, justiça, reparação, memorialização e garantias de não repetição adotadas pelas autoridades no Brasil para enfrentar as graves violações de direitos humanos cometidas pelo Estado durante o regime militar.

Violência a afrodescendentes, indígenas e camponeses

Vários setores da sociedade sofreram violência que “adotou as formas do colonialismo, escravidão, ditadura e as atuais instâncias de violência institucional direcionada aos setores mais marginalizados da sociedade, como povos indígenas, afrodescendentes e os camponeses.”

O relator acredita que essa situação mantém a divisão social e apagou os fundamentos do direito internacional, dos direitos humanos, que prevê que o Estado deve respeitar e garantir a todas as pessoas, sob sua tutela, o livre e pleno exercício dos direitos humanos, sem qualquer discriminação.

Para ele, é hora de o Brasil implementar, sem demoras, e ampliar as medidas de justiça de transição propostas no relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

O relatório completo sobre a viagem deverá ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em setembro deste ano.

Acesse a declaração completa em inglês e português.

*Monica Grayley, da ONU News com informação do Unic-Rio

** Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem pagamento pelo seu trabalho.



Source link

Leia Mais

Venezuela solta 91 presos políticos após anistia, diz ONG -

Venezuela solta 91 presos políticos após anistia, diz ONG – 24/02/2026 – Mundo

fevereiro 24, 2026

1771956812_image770x420cropped.jpg

Às vésperas de julgamento do caso Marielle no STF, especialistas da ONU pedem justiça

fevereiro 24, 2026

naom_66bf3b6a2c96b.webp.webp

Dino diz que caso Marielle será analisado ‘à luz de fatos e provas’ em abertura de julgamento

fevereiro 24, 2026

Parceria permitirá regularizar terras da União, diz ministro

Parceria permitirá regularizar terras da União, diz ministro

fevereiro 24, 2026

Veja também

Venezuela solta 91 presos políticos após anistia, diz ONG -

Venezuela solta 91 presos políticos após anistia, diz ONG – 24/02/2026 – Mundo

fevereiro 24, 2026

1771956812_image770x420cropped.jpg

Às vésperas de julgamento do caso Marielle no STF, especialistas da ONU pedem justiça

fevereiro 24, 2026

naom_66bf3b6a2c96b.webp.webp

Dino diz que caso Marielle será analisado ‘à luz de fatos e provas’ em abertura de julgamento

fevereiro 24, 2026

Parceria permitirá regularizar terras da União, diz ministro

Parceria permitirá regularizar terras da União, diz ministro

fevereiro 24, 2026