Inter de Milão vive ‘noite épica’ de ‘crueldade infinita’ para o Barcelona

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma rápida busca no principal jornal esportivo da Itália e no principal da Espanha logo após o apito final de Inter de Milão x Barcelona, na noite de terça-feira (6), ofereceu um bom retrato do que foi o confronto, válido pelas semifinais da Champions League. “Noite épica”, apontou La Gazzetta dello Sport. “Máxima crueldade para o Barça”, descreveu o Marca.

As equipes tiveram um embate alucinante, de múltiplas reviravoltas nas duas partidas. A primeira terminou em empate por 3 a 3. A segunda, realizada nesta terça-feira (6), em Milão, foi decidida apenas na prorrogação, um 4 a 3 a favor dos donos da casa, para delírio da torcida no estádio Giuseppe Meazza.

O duelo, no estilo montanha-russa, começou com a Inter dominante, fazendo 2 a 0 no primeiro tempo. O Barcelona voltou com outra cara para a etapa final e virou aos 42 minutos. Em seguida, Yamal ainda acertou a trave, no que teria sido o golpe fatal. A bola não entrou, e a formação italiana sobreviveu: empatou nos acréscimos e virou no tempo extra.

O garoto Yamal, de 17 anos, deixou o campo desolado, consolado até pelos adversários. Seu companheiro Eric García tinha semblante semelhante. “Não sei o que há de errado com este estádio. Por um motivo ou outro, as coisas não funcionam para nós”, disse o defensor, que, assim como o técnico Hansi Flick, reclamou das decisões do árbitro.

O polonês Symon Marciniak marcou um contestado pênalti para a Inter, após consulta ao vídeo. Também após consulta ao vídeo, anulou um pênalti que havia marcado para o Barcelona. Em um gesto com as mãos que será uma das imagens do embate para a posteridade, mostrou que a infração em Yamal havia sido, por muito pouco, fora da área.

Do outro lado, ninguém falava de arbitragem.

“Não é possível explicar. É algo incrível”, disse o homem que definiu o placar, aos nove minutos do primeiro tempo extra, Davide Frattesi. “Tive sorte de ter terminado a partida porque gritei tanto no momento do gol que tudo ficou preto. Eu quase desmaiei, o coração estava saindo pelo peito. Foi uma emoção incrível.”



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