
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O empresário Rafael Renard Gineste, um dos presos na megaoperação contra o PCC na quinta-feira, tentou fugir de lancha após a ação ser deflagrada.
Imagem mostra suspeito sendo rendido por policiais federais. “Joga fora o celular. Polícia Federal!”, grita um dos agentes, mostra o vídeo divulgado pelo Fantástico neste domingo (31).
Ele foi preso em Bombinhas, no litoral norte de Santa Catarina. Policiais foram até a cidade após o empresário não ser encontrado em um condomínio de luxo em Curitiba (PR). Uma mulher também foi presa com o suspeito.
Rafael é sócio-administrador a F2 Holding Investimentos, no Paraná. Além dele, também foram presos: João Chaves Melchior, ex-policial civil; Ítalo Belon Neto, empresário do setor de combustíveis envolvido com sonegação de impostos desde 2001; Rafael Bronzatti Belon, dono da empresa de serviços financeiros Tycoon Technology e do banco digital Zeit Bank; Gerson Lemes; Thiago Augusto de Carvalho Ramos, empresário do setor de combustíveis de Curitiba.
Outros oito suspeitos estão foragidos e foram incluídos na difusão vermelha da Interpol. São eles:
ENTENDA A MEGAOPERAÇÃO
Batizada de “Carbono Oculto”, a operação é considerada a maior da história feita contra o crime organizado no país. Ao todo, uma força-tarefa composta por 1.400 agentes da Polícia Federal, da Receita Federal e do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) cumpriu 200 mandados de busca e apreensão contra 350 alvos em dez Estados do País.
A megaoperação investiga um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam sonegações de até R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais A Receita Federal afirma que algumas empresas envolvidas no esquema movimentaram R$ 52 bilhões para o PCC.
Esquema também utilizava fundos de investimentos para ocultar patrimônios de origem ilícita e tem indícios de ligação com o PCC. Segundo a PF, eram feitas transações de compra e venda de imóveis e títulos entre empresas do mesmo grupo.
Receita identificou 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC. As operações aconteciam no mercado financeiro de São Paulo, através de membros infiltrados na Avenida Faria Lima
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