Ao menos seis pessoas foram mortas em um atentado em ponto de ônibus em Jerusalém nesta segunda-feira (8), segundo o serviço de ambulância de Israel. De acordo com a polícia, dois atiradores que praticaram o crime foram alvejados em seguida.
Autoridades ainda não esclareceram quem são os atiradores nem o motivo do crime. O Hamas elogiou os criminosos, aos quais chamou de “combatentes da resistência”, mas não reivindicou a responsabilidade pelo atentado.
Em resposta ao tiroteio, o ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu revidar, ao dizer que “um poderoso furacão atingirá os céus da cidade de Gaza hoje”. Depois, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, foi ao local do ataque e disse que Israel está lutando uma “poderosa guerra contra o terror”.
Já o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a Autoridade Palestina, órgão reconhecido pela comunidade internacional que governa parcialmente a Cisjordânia, “cria e educa seus filhos para assassinar judeus” e que “deve desaparecer do mapa”.
Recentemente, Smotrich apresentou um plano para que Israel anexe 82% da Cisjordânia, em resposta ao plano de uma série de países ocidentais de reconhecer um Estado palestino.
Entre as vítimas estão um homem e uma mulher na faixa dos 50 anos e três homens na faixa dos 30. Outras 11 pessoas ficaram feridas, das quais seis em estado grave.
A polícia israelense informou que dois agressores chegaram de carro e abriram fogo contra o ponto de ônibus em Ramot Junction. Um segurança e um civil revidaram e mataram os atiradores. Com eles, estavam várias armas, munições e uma faca. Eles foram classificados como terroristas.
O grupo palestino Jihad Islâmico também elogiou o tiroteio, mas não assumiu a responsabilidade por ele.
A junção está localizada em uma parte de Jerusalém que Israel capturou na guerra de 1967 e depois anexou, em uma ação que as Nações Unidas e a maioria dos países não reconhecem.
Imagens da agência Reuters mostraram forte presença policial na área de Ramot após o tiroteio. O serviço de ambulância informou que um paramédico relatou que várias vítimas estavam caídas na rua e na calçada, algumas inconscientes.
O Exército israelense afirmou ter enviado soldados para a área e está auxiliando a polícia na busca por suspeitos. Soldados também estavam operando em áreas de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, para conduzir interrogatórios e combater o terrorismo, afirmou.
Em outubro de 2024 , dois palestinos, um com uma arma de fogo e o outro com uma faca, mataram sete pessoas em Tel Aviv. Em novembro de 2023, dois homens armados palestinos mataram três pessoas em um ponto de ônibus em Jerusalém. Os serviços de segurança israelenses afirmaram que, em ambos os casos, os agressores eram ligados ao Hamas.
O ataque ocorre em meio a uma ofensiva de Tel Aviv para ocupar a Cidade de Gaza. No domingo (7), as Forças Armadas bombardeou mais um edifício no local, sendo o o terceiro dia consecutivo em que este tipo de ataque acontece no maior centro urbano do território palestino.
Nesta segunda, as Forças Armadas emitiram mais um alerta de evacuação para palestinos, afirmando que será realizado um novo ataque a outro prédio na capital de Gaza. Segundo Israel, esses locais são usados pelo Hamas.




