Autores africanos e brasileiros serão homenageados em Araxá

Autores africanos e brasileiros serão homenageados em Araxá


O Festival Literário Internacional de Araxá (Fliaraxá) terá a sua 13ª edição entre esta quarta-feira (1º) e o próximo domingo (5). Este ano, ele traz como autora homenageada a escritora Scholastique Mukasonga (foto), de Ruanda, , referência mundial da literatura contemporânea, ao lado do escritor baiano Itamar Vieira Junior.

Ao todo, mais de 40 autores e autoras do Brasil e do exterior participarão da programação, que se organiza em torno do tema Literatura, Encruzilhada e Memória. Entre os nomes internacionais, também figura a escritora Léonora Miano, de Camarões, em mesas que dialogam sobre ancestralidade, democracia, justiça e desafios contemporâneos.

O patrono da edição é Agripa Vasconcelos, autor de A vida em flor de Dona Beja, e o autor local homenageado é Fernando Braga de Araújo, conhecido pelo livro Araxá põe a mesa.

Entrevista

A coordenadora do Fliaraxá, Bianca Santana, conversou com a Agência Brasil sobre a proposta desta edição:


Rio de Janeiro (RJ), 30/09/2025 –  Bianca Santana Festival Literário em Araxá faz homenagens a autores africanos e brasileiros.
Foto: Fernando Rabelo/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 30/09/2025 –  Bianca Santana Festival Literário em Araxá faz homenagens a autores africanos e brasileiros.
Foto: Fernando Rabelo/Divulgação

Bianca Santana coordenará o Festival Literário em Araxá. Foto: Fernando Rabelo/Divulgação

 

Agência Brasil: Qual o conceito do tema “Literatura, Encruzilhada e Memória” e como ele estará presente no Festival? 

Bianca Santana: Trata-se de um convite para refletir sobre o encontro entre histórias e autorias. A encruzilhada é ponto de cruzamento de caminhos, saberes e futuros possíveis. A memória é o que sustenta esses caminhos, saberes e futuros. Ao longo do festival, o tema aparece em mesas literárias que discutem obras importantes e temas como ancestralidade, democracia e justiça. A presença de autoras e autores que escrevem a partir de diferentes lugares do mundo e de experiências plurais é também uma encruzilhada. Este tema afirma a literatura como força de encontro e de reinvenção.

Agência Brasil: Você é uma mulher, autora e curadora do evento. Como as mulheres estão representadas no conjunto de escritores convidados?

Bianca Santana: Temos um compromisso consciente e intencional com a diversidade de gênero e raça. Não só as mulheres são maioria entre os convidados deste ano, como também estão em mesas centrais, tratando de temas fundamentais como memória, política, ancestralidade e democracia. Nossa curadoria trabalhou para garantir que vozes de mulheres ocupem o lugar de destaque na programação, como ocupam na literatura contemporânea. Esperamos que novas gerações de leitoras e escritoras tenham certeza de que a literatura é também nossa.

Agência Brasil: Fale sobre a importância de homenagear Scholastique Mukasonga nesta edição.

Bianca Santana: Scholastique Mukasonga é uma das principais vozes da literatura contemporânea no mundo. Sua escrita tece mortalhas e constrói túmulos para os que foram mortos no genocídio em Ruanda. Ela nos convoca às profundezas com a força literária de seu testemunho de sobrevivente e escritora talentosa. Homenageá-la é reconhecer sua obra e trazer para o centro do festival uma literatura que trata do trauma, do exílio, da maternidade, da violência e, sobretudo, da dignidade e da resistência. É também reforçar a conexão do Fliaraxá com a literatura mundial, africana e afro-diaspórica.

Agência Brasil: Quais os destaques do 13º Fliaraxá?

Bianca Santana: É impossível citar apenas alguns nomes diante das grandes autoras e autores que compõem a programação do Fliaraxá. Cada presença foi pensada e repensada a partir de contribuições únicas e valorosas. O destaque é o encontro entre obras, autorias, memória e literatura nesta grande encruzilhada em que estamos.

Presença no Rio

Após ser homenageada pela 13ª edição do Fliaraxá, Scholastique Mukasonga estará no Rio de Janeiro. No dia 8 de outubro, às 17h30, ela participa de um encontro com leitores na Biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), dentro do Clube de Leitura CCBB 2025.

O debate terá como tema o livro A mulher de pés descalços, escolhido em votação aberta pelo Instagram do CCBB do Rio. Nele, a autora relata de forma pungente a experiência das mulheres tutsis durante as lutas fratricidas em Ruanda, que culminaram no genocídio de 1994. Filha da etnia tutsi, Mukasonga vivia na França à época, mas perdeu a família no massacre. O livro é também uma homenagem à memória de sua mãe, Stefania.



Fonte CNN BRASIL

Leia Mais

Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo

Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

abril 1, 2026

177507499669cd7eb425d56_1775074996_3x2_rt.jpg

Europeus defendem Otan após Trump ameaçar deixar a aliança – 01/04/2026 – Mundo

abril 1, 2026

naom_69bc078bf021a.webp.webp

Famosos que se casaram e separaram em tempo recorde: Alguns não aguentaram 24 horas!

abril 1, 2026

Republicanos anunciam novo plano para acabar com impasse de orçamento

Republicanos anunciam novo plano para acabar com impasse de orçamento da Segurança Interna nos EUA – 01/04/2026 – Mundo

abril 1, 2026

Veja também

Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo

Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã

abril 1, 2026

177507499669cd7eb425d56_1775074996_3x2_rt.jpg

Europeus defendem Otan após Trump ameaçar deixar a aliança – 01/04/2026 – Mundo

abril 1, 2026

naom_69bc078bf021a.webp.webp

Famosos que se casaram e separaram em tempo recorde: Alguns não aguentaram 24 horas!

abril 1, 2026

Republicanos anunciam novo plano para acabar com impasse de orçamento

Republicanos anunciam novo plano para acabar com impasse de orçamento da Segurança Interna nos EUA – 01/04/2026 – Mundo

abril 1, 2026