Israel transfere presos enquanto Hamas reúne reféns – 11/10/2025 – Mundo

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Israel começou a transferir os presos palestinos que devem ser trocados por reféns, afirmou Tel Aviv neste sábado (11), horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que os sequestrados também estavam sendo recuperados.

De acordo com comunicado do Serviço Prisional de Israel, milhares de agentes de segurança se envolveram na transferência durante a noite dos detidos para as prisões Ofer e Ketziot, de onde devem ser libertados.

O anúncio ocorreu após o presidente americano afirmar, na noite de sexta-feira (10), que os reféns “estavam sendo recuperados” naquele momento e que alguns estavam em “lugares subterrâneos bastante difíceis”. A expectativa, segundo ele, é que os sequestrados sejam devolvidos a Israel na segunda (13).

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo republicano, prevê a libertação dos 47 reféns restantes, vivos e mortos, dos 251 sequestrados durante o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023. Em troca, Tel Aviv libertará 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início da guerra —a lista não inclui nenhuma figura emblemática da luta armada palestina.

“Acho que há consenso sobre a maior parte [do acordo], e alguns detalhes, como qualquer outra coisa, serão resolvidos. Você vai descobrir que, quando estava sentado em uma bela sala no Egito era mais fácil resolver alguma coisa”, afirmou Trump sobre o local em que as negociações foram realizadas.

Um dos principais impasses ao longo dos dois anos de guerra na Faixa de Gaza era em relação ao desarmamento do Hamas. O primeiro ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, sempre afirmou que o objetivo do conflito era aniquilar a facção, que por sua vez nega entregar as armas sem a criação de um Estado palestino.

Ao que tudo indica, a questão deve continuar sendo um problema —um membro do grupo terrorista afirmou à agência de notícias AFP nesta terça que o desarmamento está fora de discussão, embora Trump tenha afirmado que o tópico seria abordado na segunda fase do plano de paz.

Outra questão ainda em aberto é em relação à reconstrução do território, devastado por bombardeios israelenses praticamente diários nesses dois anos.

Segundo o Acled (Banco de Dados de Localização e Eventos de Conflitos Armados), o Exército israelense atacou Gaza ao menos 20 mil vezes durante o conflito, e as cerca de 50 milhões de toneladas de escombros podem demorar até 21 anos para serem retiradas, de acordo com uma avaliação de janeiro da ONU. As Nações Unidas avaliam ainda que deve levar 10 anos para limpar o território de materiais explosivos.

Por enquanto, o cessar-fogo permitiu que centenas de milhares retornassem à Cidade de Gaza, onde mais da metade de população de 2,2 milhões de pessoas do território vive. De acordo com Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza, que opera sob a autoridade do Hamas, o número chega a 500 mil palestinos.

A multidão foi vista voltando a pé, de carro ou de carroça ao longo da costa de Gaza. “É uma sensação indescritível”, disse a moradora Nabila Basal enquanto viajava a pé com sua filha, que, segundo ela, sofreu um ferimento na cabeça durante a guerra. “Estamos muito, muito felizes que a guerra tenha terminado e o sofrimento tenha acabado.”

Assim que as forças israelenses concluíram sua retirada na sexta, ficando fora das principais áreas urbanas, mas ainda controlando cerca de metade do território, o tempo começou a correr para que o Hamas libertasse seus reféns em 72 horas.

“Estamos muito animados, esperando por nosso filho e por todos os 48 reféns”, disse Hagai Angrest, cujo filho Matan está entre os 20 reféns israelenses que se acredita ainda estarem vivos —26 reféns foram declarados mortos à revelia e o destino de mais dois é desconhecido. “Estamos aguardando o telefonema.”



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