A polícia da Espanha anunciou nesta sexta-feira (7) que prendeu 13 pessoas acusadas de pertencer à primeira célula da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua detectada no país europeu.
A operação foi deflagrada em cinco cidades —Barcelona, Madri, Girona, Corunha e Valência— no âmbito de uma investigação sobre os supostos esforços do grupo para expandir suas operações na Espanha, onde os venezuelanos constituem uma das maiores comunidades imigrantes.
O Tren de Aragua, originalmente formado em prisões na Venezuela, transformou-se em uma das redes criminosas transnacionais mais violentas da América Latina. A facção tem parcerias com os grupos brasileiros Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Ela está envolvida em extorsão, tráfico de pessoas, armas e drogas, prostituição, mineração ilegal, roubo e sequestro.
Os Estados Unidos designaram o grupo neste ano como uma organização terrorista global, junto de cartéis mexicanos e gangues salvadorenhas.
A polícia da Espanha apreendeu drogas sintéticas, cocaína, uma plantação de maconha e desmantelou dois laboratórios que produziam “tusi”, também conhecido como cocaína rosa —uma mistura que inclui MDMA, cetamina, cafeína e cocaína, mas que também pode incluir uma miríade de outras substâncias, como os benzodiazepínicos.
O Tren de Aragua é conhecido por vender essa substância.
O irmão do suposto líder da facção, acusado de tentar expandir o grupo na Espanha, foi preso em Barcelona no ano passado.




