Japão e EUA respondem à China e Rússia com patrulha – 11/12/2025 – Mundo

Japão e EUA respondem à China e Rússia com patrulha


O Japão e os Estados Unidos promoveram na quarta-feira (10) uma patrulha conjunta com bombardeiros americanos B-52, capazes de lançar ataques nucleares, e caças do país asiático em resposta a uma manobra similiar feita pela China e pela Rússia na véspera.

O exercício foi divulgado nesta quinta (11). Participaram dele dois B-52, três caças de quinta geração F-35 e outros três F-15, modelos americanos comprados por Tóquio.

“Reafirmamos nossa firme determinação de impedir qualquer tentativa unilateral de alterar o status quo pela força”, disse o Ministério da Defesa japonês.

O apoio do governo de Donald Trump, que havia instado o Japão a reduzir o tom de seu apoio à ilha autônoma de Taiwan, que Pequim considera sua, chama a atenção pois é um primeiro teste da nova Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos, lançada na semana passada.

No Indo-Pacífico, ela prevê forte dissuasão militar, mas também evitar ao máximo um conflito com a China, a potência estratégica rival de Washington neste século. O emprego de aviões com a capacidade do B-52 é um exemplo disso, restando contudo o risco de esbarrões acidentais.

O voo ocorreu sobre o mar do Japão, que também foi o palco da ação sino-russa da terça, quando caças japoneses e sul-coreanos foram acionados devido à entrada de bombardeiros com capacidade nuclear Tu-95 russos e H-6K chineses na zona de identificação obrigatória.

Ela não constitui espaço aéreo, portanto não houve violação, mas aeronaves que entram nessa região são obrigadas a se comunicar com as defesas locais. Neste caso, Japão e Coreia do Sul enviaram aeronaves para companhar os bombardeiros e seus caças de escolta.

As patrulhas de Moscou e Pequim começaram em 2019, e este foi o décimo exercício do tipo, que o Ministério da Defesa russo diz ser meramente defensivo —apesar de ter declarado apoio aos aliados chineses no embate com o Japão. O chefe do Estado-Maior japonês, Hiroaki Uchikura, discordou nesta quinta.

“Nós consideramos [o voo dos bombardeiros] uma preocupação grave do ponto de vista da segurança do Japão”, afimou em uma entrevista coletiva. Ele conversou com Mark Rutte, o chefe da Otan, que lhe deu apoio. O holandês já sugeriu que a China e a Rússia podem fazer um ataque conjunto à aliança militar e Taiwan no futuro próximo.

“O lado japonês não precisa fazer barulho sobre nada ou levar isso pessoalmente”, disse o porta-voz diplomático chinês Guo Jiakun, ressaltando que as manobras com os russos são parte da integração crescente de suas forças.

O balé é mais uma etapa da crescente tensão no leste asiático, que vem crescendo desde a posse da nova premiês japonesa, Sanae Takaichi, dona de uma retórica mais agressiva ante o colosso chinês a seu lado.

Ela sugeriu que o Japão poderia intervir militarmente em favor de Taiwan e deverá instalar mísseis e uma estação de guerra eletrônica em uma ilha a meros 110 km de lá.

Isso levou a protestos de Pequim e uma onda de boicotes de lado a lado que tem afetado o turismo e até mesmo o intercâmbio cultural entre os países, com resistência a restaurantes de culinária do rival.

No fim de semana, a rusga escalou no campo militar quando caças F-15 japoneses foram colocados no alvo de radares de aviões de combate naval J-15 chineses que faziam um exercício no mar do Japão. Tóquio protestou.

Ainda nesta quinta, o Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que houve um aumento de atividade militar de Pequim em torno da ilha, com ao menos 27 aviões, incluindo bombardeiros H-6K, em patrulha.

Completando o cipoal de fios desencapados da região, a Rússia assinou no ano passado um pacto de defesa mútua com a Coreia do Norte, na prática colocando a ditadura nuclear sob sua proteção no caso de um conflito com o Sul, onde há quase 30 mil soldados americanos —o maior contingente no exterior, 55 mil, fica no Japão.



Fonte CNN BRASIL

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