Venezuela pede reunião do Conselho de Segurança da ONU – 17/12/2025 – Mundo

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A Venezuela solicitou nesta quarta-feira (17) a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a “agressão persistente” dos Estados Unidos contra o país. O órgão deve se reunir para discutir a questão no próximo dia 23, mas a chance de uma decisão favorável a Caracas é zero, uma vez que Washington tem poder de veto.

“O presidente dos Estados Unidos da América viola nossa soberania nacional com impunidade, perante o mundo inteiro, bem como nossa integridade territorial e independência política”, disse em carta o chanceler da Venezuela, Yván Gil. “[Washington] impõe caos e destruição, viola o direito internacional e a Carta da ONU“, afirmou o ministro das Relações Exteriores.

Na terça (16), Trump declarou um bloqueio contra todos os petroleiros sob sanção dos EUA que entrem ou saiam da Venezuela —o passo mais claro em direção a uma guerra aberta entre os dois países até aqui. O regime de Nicolás Maduro é dependente da receita das exportações de petróleo, pilar crucial para a economia venezuelana.

Em resposta ao bloqueio, Maduro chamou o bloqueio de irracional e “ameaça grotesca”, e as Forças Armadas da Venezuela reafirmaram seu apoio ao ditador. Também nesta quarta, a Marinha venezuelana começou a escoltar petroleiros em suas águas territoriais, segundo uma reportagem do jornal The New York Times, citando autoridades americanas que monitoram as movimentações.

Desde que os EUA capturaram o petroleiro “Skipper”, de bandeira da Guiana, milhões de barris de petróleo estão parados em portos venezuelanos. A capacidade de armazenamento de petróleo da Venezuela deve chegar ao máximo em menos de dez dias, segundo a agência Bloomberg.

De acordo com o New York Times, uma série de cargueiros já deixaram os portos venezuelanos sob escolta, navegando com destino à Ásia —a China é a principal compradora do petróleo da Venezuela, país com as maiores reservas do mundo.

A operação da Marinha venezuelana é a primeira reação militar clara de Caracas à pressão do governo Trump para que Maduro saia do poder. Com a decisão, aumentam as chances de um confronto entre um navio de guerra venezuelano e as forças americanas que cercam o país —que incluem cerca de 15 mil militares, caças, navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo.



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