Pelo menos 15 pessoas morreram nesta sexta-feira (26) em um acidente de ônibus de passageiros, que caiu em um barranco na Rodovia Interamericana, no oeste da Guatemala, segundo equipes de resgate.
“Há 15 mortes neste acidente de trânsito“, e cerca de 20 feridos foram levados para hospitais próximos ao local, disse o porta-voz dos bombeiros voluntários, Leandro Amado, a repórteres no local do acidente. Entre os mortos estão 11 homens, três mulheres e um menor de idade, acrescentou. Os corpos das vítimas foram colocados ao longo da estrada.
Amado especificou que o acidente ocorreu no quilômetro 174 da Rodovia Interamericana, em uma área conhecida como Cume do Alasca devido ao seu terreno acidentado, no departamento de Totonicapán, no oeste do país.
O ônibus intermunicipal Sinaloa, que faz a rota entre a Cidade da Guatemala e o departamento de San Marcos, na fronteira com o México, caiu em um barranco de cerca de 75 metros de profundidade por razões ainda desconhecidas, concluiu.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram equipes de resgate, bombeiros, policiais, soldados e civis trabalhando para resgatar pessoas presas nos destroços retorcidos do ônibus.
Acidentes rodoviários fatais são frequentes na Guatemala. Em fevereiro, um ônibus de passageiros caiu em um barranco nos arredores da Cidade da Guatemala, matando 54 pessoas.
Um mês após essa tragédia, o presidente Bernardo Arévalo aprovou o seguro obrigatório para veículos automotores. Mas a medida foi suspensa após fortes protestos de trabalhadores do setor de transportes.
O governo recuou depois de um acordo para formar um grupo de trabalho técnico para implementar, em no máximo um ano, as normas da lei de trânsito de 1996 e elaborar uma proposta de lei geral de transportes.
No entanto, neste caso, a Direção Geral de Transportes (DGT) declarou em um comunicado que o ônibus estava operando “com uma autorização temporária válida e seguro obrigatório” e, portanto, “as vítimas devem ser cobertas por esse seguro”.
A DGT, após expressar pesar pelo incidente, acrescentou que irá “monitorar” o caso e apelou às empresas de transporte público e aos seus motoristas para que “garantam que os seus veículos estejam devidamente mantidos”.




