Italiano de 16 anos é identificado em incêndio na Suíça – 02/01/2026 – Mundo

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A primeira vítima do incêndio que matou ao menos 47 pessoas em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, foi identificada nesta sexta (2) como Emanuele Galeppin, um italiano de 16 anos. O jovem era um golfista que morava em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Investigadores iniciaram a tarefa de identificar os corpos carbonizados do incidente ocorrido em uma festa de Ano-Novo no bar Le Constellation. Já são 47 mortes confirmadas, e vários dos feridos, tratados em diversos hospitais pelo país, estão em estado grave.

Os ferimentos por queimaduras foram tão sérios na maioria dos jovens frequentadores do bar Le Constellation que as autoridades do país afirmam que pode levar dias para nomear todos os mortos no incêndio, que também deixou mais de 100 feridos.

Pais de jovens desaparecidos fizeram apelos desesperados por notícias de seus filhos, enquanto embaixadas estrangeiras corriam para verificar se seus cidadãos estavam entre as vítimas de uma das piores tragédias da Suíça moderna. Segundo o Itamaraty, não há brasileiros na lista.

“Estou procurando meu filho há 30 horas. A espera é insuportável”, disse Laetitia, mãe do desaparecido Arthur, 16, ao canal BFMTV, afirmando estar desesperada para saber se ele está vivo ou morto, e onde. “Se ele está no hospital, não sei qual. Se está no necrotério, não sei qual. Se meu filho está vivo, ele está sozinho no hospital, e eu não posso ficar ao lado dele.”

Dos feridos, 113 foram identificados, e entre eles estão 71 suíços, 14 franceses, 11 italianos, 4 sérvios, 1 bósnio, 1 belga, 1 polonês, 1 português e 1 luxemburguês, segundo o chefe de polícia Frederic Gisler.

Autoridades suíças alertaram que nomear as vítimas ou confirmar o número exato de mortes levará tempo, pois muitos corpos estão severamente queimados. “Todo esse trabalho é necessário porque as informações são tão terríveis e sensíveis que nada pode ser dito às famílias sem 100% de certeza”, afirmou Mathias Reynard, chefe de governo do cantão (equivalente a um estado brasileiro) de Valais. Especialistas forenses usam amostras dentárias e de DNA para as identificações, segundo ele.

A origem do incêndio ainda não foi oficialmente confirmada. Autoridades suíças descartam a hipótese de um atentado desde os primeiros relatos de testemunhas, e trabalham com a probabilidade maior o fogo ter começado por acidente.

Relatos de sobreviventes e vídeos em redes sociais indicam que o teto do subsolo do bar pegou fogo quando velas de faíscas em garrafas de champanhe foram levantadas e se aproximaram demais do material que revestia o local.

“Tudo sugere que o fogo começou com as velas de faíscas que estavam acopladas a garrafas de champanhe que se aproximaram demais do teto. A partir disso, um incêndio rápido, muito rápido e generalizado ocorreu”, disse a procuradora Beatrice Pilloud.

Pilloud afirmou ainda que a investigação examina se a espuma de isolamento acústico usada no teto do subsolo estava de acordo com a regulamentação, se a instalação dela havia sido autorizada e se ela influenciou a rápida propagação do fogo.

O incêndio foi lembrado no Brasil pela semelhança com a tragédia da boate Kiss, em 2013, em Santa Maria (RS), quando 242 pessoas morreram após o uso de artefatos pirotécnicos em show no local incendiar o teto, cujo material contribuiu para alastrar o fogo rapidamente e exalou fumaça tóxica.

A apuração vai determinar ainda se inspetores realizaram de fato as inspeções anuais regulares, mas as autoridades regionais afirmam que não há relatos ou preocupações recentes no local e na região com relação a isso.

Jacques Moretti, um dos donos do bar, afirmou à imprensa suíça e italiana que reformas no local foram realizadas consoantes à regulação. Segundo ele, que comprou o bar com a esposa em 2015, o local foi inspecionado não anualmente, mas três vezes nos últimos dez anos.

Resort frequentado por celebridades e por profissionais dos esportes de inverno, Crans-Montana é sede habitual da Copa do Mundo de Esqui. O ator britânico Roger Moore, que encarnou James Bond nos filmes da franquia “007”, viveu no local, hoje com 10 mil habitantes.

“Podia ter sido a gente”, disse Emma, 18, de Genebra, do lado de fora do bar isolado pela polícia e investigadores. “Havia uma fila enorme, então decidimos não entrar na virada do ano. Tivemos tanta sorte. Mesmo vivos e bem, estamos em choque. É um trauma até para nós. Vejo os desaparecidos e são todos da nossa idade.”

Atrás do cordão policial, os corpos de algumas vítimas ainda estavam no bar, disseram as autoridades, prometendo trabalhar 24 horas por dia para identificar todos os que sucumbiram ao fogo.

Elisa Sousa, 17, disse que estaria no bar no momento do incêndio, mas acabou passando a noite em uma reunião familiar. “E, sinceramente, vou ter que agradecer minha mãe cem vezes por não me deixar ir”, afirmou ela durante vigília pelas vítimas. “Porque só Deus sabe onde eu estaria agora.”

Itália, França e Israel estão entre os países que confirmaram desaparecidos. O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, visitou Crans-Montana nesta sexta, segundo o embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado.

Em um comunicado nesta sexta, o papa Leão 14 disse sentir compaixão e preocupação com os familiares das vítimas. “Rezo para que Deus acolha os falecidos em sua morada de paz e luz, e sustente a coragem daqueles que sofrem no coração ou no corpo”, afirmou em mensagem dirigida ao bispo Jean-Marie Lovey, da diocese de Sion, onde ocorreu a tragédia.



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