OIM alerta que mais de 1 milhão de pessoas continuam deslocadas no Iraque

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Mais de 1,03 milhão de pessoas continuam deslocadas internas no Iraque, segundo dados recentes da Organização Internacional para as Migrações, OIM. 

A agência das Nações Unidas estima que cerca de 101 mil  vivem em 20 acampamentos de deslocados internos localizados na região do Curdistão iraquiano.

Acampamentos na província de Erbil

A maioria dos residentes nesses locais encontra-se nas províncias de Dohuk e Zakho, onde vivem mais de 92 mil pessoas. Cerca de 5,3 mil permanecem em dois acampamentos na província de Erbil e quase 4 mil em três locais na região de Mossul Oriental.

Apesar de avanços pontuais, a situação geral manteve-se inalterada ao longo de 2025. Desde o início do período, perto de 1,5 mil famílias deixaram os acampamentos de deslocados internos, regressando sobretudo às províncias de Nínive, Salah al-Din e Erbil. 

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Condições de vida nos acampamentos de deslocados internos permanecem difíceis

Em novembro, 64 famílias que residiam nos acampamentos de Mossul Oriental receberam autorização para regressar às suas aldeias na área de Khazir. 

No entanto, muitas outras famílias continuam impedidas de regressar, devido à demora na obtenção de autorizações de segurança. 

Saída dos acampamentos

Durante 18 meses, os procedimentos governamentais para a saída dos acampamentos permaneceram suspensos, deixando a OIM como o único canal formal para apoiar partidas voluntárias. 

A retoma do Programa de Movimento Voluntário Facilitado, FVM, que permite ajudar os deslocados internos no Iraque a regressar ou a realojar-se em segurança, está prevista para o primeiro trimestre de 2026.

As condições de vida nos acampamentos de deslocados internos permanecem difíceis, em especial nos acampamentos de Mossul Oriental, onde os padrões de vida permanecem abaixo dos registados noutras zonas. 

A prestação de serviços depende quase exclusivamente das autoridades governamentais, com apoio limitado de agências da ONU e parceiros humanitários.

Reintegração enfrenta obstáculos estruturais

A assistência alimentar tem sido irregular e o acesso à eletricidade continua restrito, com acampamentos a disporem apenas de quatro a cinco horas diárias. 

Com a chegada do inverno, há uma necessidade urgente de avaliar as condições dos abrigos e o acesso a materiais de aquecimento e combustível, bem como fornecer materiais para reabilitação ou melhorias.

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Situação geral de deslocados manteve-se inalterada ao longo de 2025

Mesmo após deixarem os acampamentos, as famílias deslocadas continuam a enfrentar grandes dificuldades para uma reintegração sustentável. 

Dados recolhidos pela OIM mostram que a falta de habitação adequada, oportunidades de rendimento e acesso a serviços essenciais, como saúde, água e educação, continuam a limitar a estabilidade das famílias.

Reintegração de deslocados internos 

O acesso à documentação civil permanece um desafio crítico. No acampamento de Mossul Oriental, mais de 2,5 mil famílias continuam sem acesso a documentação, e a enfrentarem desafios legais e administrativos. 

A OIM tem prestado apoio jurídico e administrativo, especialmente a famílias chefiadas por mulheres e a pessoas com casos considerados complexos, que enfrentam mais limitações.

A agência tem realizado entrevistas domiciliares com famílias visadas pelo programa FVM, recolhendo informações sobre o restabelecimento das suas vidas após processos de regresso, relocalização ou integração local.

Em dezembro de 2025, os dados destacaram que, apesar do regresso às suas áreas de origem, as famílias continuam com desafios significativos para uma reintegração sustentável, incluindo abrigos danificados ou destruídos, oportunidades de subsistência limitadas e acesso restrito a serviços essenciais,

Apelo a soluções duradouras

A OIM sublinha a necessidade de reforçar os investimentos e promover soluções duradouras para os deslocados internos, incluindo retornos voluntários, realocação ou integração local. 

Entre as recomendações estão o restabelecimento de serviços nos acampamentos, apoio à obtenção de documentação civil e maior investimento em habitação, meios de subsistência e infraestruturas nas áreas de regresso e acolhimento.

As autoridades governamentais devem também criar um maior contacto com os deslocados, e garantir serviços para os que desejem permanecer nos acampamentos.

A agência sublinha que é preciso dar apoio específico ao acampamento de Mossul Oriental, incluindo assistência na obtenção de documentos, questões legais e de segurança.



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