Ataques deixam quase 2 milhões de ucranianos sem eletricidade em meio ao frio severo

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A Ucrânia registra uma série de ataques que mataram e feriram civis, além de danos a infraestruturas críticas de energia e portuárias nas regiões de Dnipro, Odessa e Zaporizhzhia.  

As Nações Unidas calculam que quase 2 milhões de pessoas estão sem eletricidade num inverno com temperaturas abaixo de zero grau Celsius. Nesta sexta-feira, os termômetros marcavam 18 graus negativos em partes do país 

Míssil hipersônico Oreshnik 

Segundo a mídia local, um dos atos mais recentes foi um ataque na região ucraniana de Lviv com um míssil hipersônico Oreshnik com capacidade nuclear. 

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OMS já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes

 

Nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, afirmou que o país solicitaria uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. 

Poucas horas depois, a Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que uma equipe de serviços médicos de emergência foi alvo de um ataque, durante a madrugada, na capital ucraniana, Kyiv. Um paramédico, que estava salvando vítimas, perdeu a vida na operação. Durante essa intervenção, quatro profissionais de saúde ficaram feridos e três ambulâncias foram danificadas. 

Somente nos primeiros dias deste ano, a agência da ONU já documentou nove ataques a serviços de saúde na Ucrânia, com duas mortes e 11 feridos. 

Fornecimento de energia e água 

Em 24 horas, vários ucranianos foram mortos e feridos na cidade portuária de Odessa, onde foi interrompido o fornecimento de energia e água.  

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Pnud na Ucrânia/Oleksandr Pitel

Nações Unidas calculam que quase 2 milhões de pessoas estão sem eletricidade num inverno com temperaturas abaixo de zero grau

O coordenador da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, disse em sua conta numa rede social que além dos serviços básicos, o Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, verificou que as comunicações móveis e o transporte público eletrônico também foram interrompidos. As autoridades locais declararam emergência. 

Schmale enfatizou que os ataques colocaram os mais vulneráveis ​​em risco. Entre eles estão idosos, pessoas com problemas de saúde e famílias com crianças. 

Pessoas devem estar seguras e protegidas 

Os ataques às instalações de energia deixaram cerca de 2 milhões de pessoas nas regiões de Dnipro e Zaporizhzhia com fornecimento limitado de eletricidade, aquecimento e água. 

O chefe humanitário ressalta que civis e infraestrutura que servem as populações são protegidos pelo direito internacional humanitário. As pessoas devem estar seguras e protegidas em suas casas. 

Desde o início do conflito, em 2022, os ataques nas cidades de Kryvyi Rih e Dnipro estiveram entre os maiores atentados simultâneos. 



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