O Instituto Nobel Norueguês afirmou nesta sexta-feira (9) que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, após declarações da líder da oposição venezuelana María Corina Machado sugerindo que ela poderia dar a láurea de 2025 ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em um comunicado, o instituto disse que a decisão de conceder um Prêmio Nobel é final e permanente, citando os estatutos da Fundação Nobel, que não permitem recursos. A organização também observou que os comitês que concedem os prêmios não comentam sobre as ações ou declarações dos laureados após receberem os prêmios.
“Uma vez que um Prêmio Nobel é anunciado, ele não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para outros”, disseram o Comitê Nobel Norueguês e o Instituto Nobel Norueguês. “A decisão é final e permanece para sempre.”
Na segunda-feira (5), Machado, falando com Sean Hannity na Fox News, disse que apresentar o prêmio a Trump seria um ato de gratidão do povo venezuelano pela remoção de Nicolás Maduro, ditador do país, que foi capturado na semana passada pelos Estados Unidos.
“Você em algum momento ofereceu dar a ele o Prêmio Nobel da Paz?” perguntou Hannity. “Isso realmente aconteceu?”
Ela respondeu: “Bem, ainda não aconteceu.”
Trump, que há muito tempo expressa interesse em ganhar o prêmio e às vezes o vincula a conquistas diplomáticas, disse que ficaria honrado em aceitar o prêmio se oferecido por María Corina durante uma reunião planejada em Washington na próxima semana.
Ex-deputada da Assembleia Nacional, ela foi impedida de concorrer na eleição geral venezuelana de 2024 por autoridades alinhadas com Maduro.
Ela apoiou um candidato substituto, Edmundo González, considerado vencedor por grande parte da comunidade internacional. Maduro reivindicou a vitória, chancelada pela Justiça, que é aparelhada pelo regime. Auditorias de votos por observadores independentes mostraram indícios de fraude.




