Tom Homan, o “czar das fronteiras” e enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para lidar com a situação instalada em Minneapolis, disse que não quer ver ninguém morto e admitiu um plano para reduzir o número de agentes federais da imigração em Minnesota, mas com uma condição: a colaboração dos democratas à frente do estado.
Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (29), ele afirmou que está trabalhando para que o número de agentes federais seja reduzido em Minnesota. “Eu tenho equipe do CBP [Patrulha da Fronteira] e do ICE [polícia de imigração dos EUA] trabalhando em um plano de gradual de redução.”
Entre as condições apresentadas, está a necessidade de que as cadeias locais avisem o ICE sobre pessoas sob sua custódia que a agência pode remover do país. Segundo Homan, isso significaria que menos oficiais precisariam realmente estar nas ruas procurando por imigrantes que estão no país de forma ilegal.
“Nos deem acesso a imigrantes ilegais, que representam ameaças à segurança pública, dentro da segurança e proteção de uma prisão”, disse Homan. Declarações parecidas já tinham sido dadas por Trump ao longo da semana.
“Eu não estou aqui porque o governo federal levou esta missão de forma perfeita”, afirmou Homan. Desde segunda-feira, ele está na cidade que registrou a segunda morte de um americano em menos de um mês por agentes federais da imigração.
Questionado sobre qual o número de policiais que ainda estão na região, ele se limitou a falar que “tem havido algumas rotações”.
Homan afirmou que não quer ver ninguém morrer. “Nem os oficiais, nem os membros da comunidade e nem os alvos das nossas operações”, disse ele, que negou que a operação contra imigrantes em situação irregular será abandonada. “Apenas estamos fazendo isso de maneira mais inteligente.”
Em meio aos constantes protestos contra o ICE que têm sido registrados em Minnesota nas últimas semanas, desde a morte de Renée Good, Homan disse que aqueles que discordem das ações dos agentes deveriam protestar no Congresso e não no prédio da polícia. Também pediu para que o que chama de “retórica de ódio” acabasse e afirmou que tem “zero tolerância” para manifestantes que atacam ou impedem policiais de trabalhar.
Ele evitou falar sobre casos específicos e, quando questionado sobre sua opinião com relação à morte de Good e Pretti, Homan se esquivou. “Não vou compartilhá-la [a opinião]. Vamos deixar a investigação acontecer.”
A chegada de Homan em Minneapolis marcou a saída de Gregory Bovino, comandante da operação em Minneapolis, conhecido como um defensor da truculência das ações de deportação. Ele deixou o posto após a morte de Pretti, e Trump afirmou que algumas “pequenas mudanças” foram necessárias e definiu Bovino como um “cara meio excêntrico” que “talvez não tenha funcionado em Minneapolis”.




