O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) que vai reabrir o espaço aéreo da Venezuela meses depois de ordenar que companhias suspendessem as operações sobre o país sul-americano no contexto da campanha militar de Washington contra Caracas.
“Muito em breve, cidadãos americanos poderão ir à Venezuela. E eles estarão seguros lá”, disse Trump em conversa com a imprensa. Segundo o republicano, ele tomou a decisão de suspender as restrições após falar com Delcy Rodríguez, a líder interina do país.
Trump anunciou o fechamento do espaço aéreo venezuelano —uma medida sem respaldo no direito internacional— em novembro do ano passado, quando os EUA aumentavam suas forças no Caribe para a operação que culminou na captura do então ditador Nicolás Maduro. Na ocasião, Caracas chamou a medida de “ato de agressão colonialista”.
Após a fala de Trump desta quinta, a American Airlines disse que vai retomar voos diários a Caracas, operação que suspendeu em 2019. A agência de aviação civil dos EUA também rescindiu alertas para aviadores na região do Caribe e América Central que estavam em vigor graças aos ataques americanos contra embarcações supostamente pertencentes ao crime organizado.
Em outro sinal de aproximação entre Caracas e Washington, Delcy disse na quarta (28) que os EUA começaram a desbloquear fundos congelados do país. Sanções internacionais provocaram o bloqueio de recursos pertencentes à Venezuela, aos quais o país agora pode ter acesso graças a acordos firmados entre a liderança interina e o governo Trump.
O agora deposto Maduro estimou, em 2022, que os fundos bloqueados pelas sanções internacionais equivaliam a cerca de US$ 30 bilhões (R$ 157 bilhões).
Desde que assumiu a liderança do país em 5 de janeiro, Delcy fechou acordos energéticos com os EUA. Trump afirmou que administrará os negócios petrolíferos da Venezuela; no entanto, a líder interina ressalta que seu governo não obedece a ordens externas.




