O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira (30) um novo conjunto de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019. A divulgação é o mais recente esforço do governo de Donald Trump para cumprir lei aprovada em novembro que exige da pasta a divulgação de todos os registros relacionados a Epstein até 19 de dezembro de 2025.
O departamento havia dito no final do ano que ainda tinha mais de cinco milhões de páginas para revisar e precisava realocar centenas de advogados para fazê-lo, atraindo críticas de alguns membros do Congresso de que o ritmo lento do governo na divulgação havia violado a lei.
Trump, que foi amigo de Epstein nos anos 1990 e início dos anos 2000 antes de romperem relações, anos antes da primeira condenação de Epstein, passou meses resistindo a qualquer divulgação até que tanto democratas como republicanos no Congresso aprovaram a lei apesar de suas objeções.
A legislação permitiu que partes dos documentos continuassem tarjadas, incluindo para proteger vítimas e preservar investigações em andamento. Mas os arquivos divulgados até agora foram fortemente censurados, em alguns casos completamente, frustrando os legisladores.
Trump não foi formalmente acusado de qualquer irregularidade em conexão com Epstein, e ele negou qualquer conhecimento dos crimes de Epstein.
Epstein, um financista de Nova York, foi encontrado enforcado em sua cela em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual —ele já havia sido condenado em caso estadual. Embora sua morte tenha sido considerada suicídio, ela gerou anos de teorias da conspiração, algumas das quais o próprio Trump promoveu entre seus apoiadores durante sua campanha presidencial de 2024.
O escândalo tornou-se um problema político persistente para Trump, que já enfrenta índices de aprovação em queda em uma série de questões, incluindo sua gestão da economia e as operações de repressão a imigrantes.




