Mehdi Mahmoudian, um dos três corroteirista do filme “Foi Apenas um Acidente” ao lado do diretor Jafar Panahi, foi preso no Irã, neste sábado, ao lado de outros dois signatários de uma carta com críticas ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O governante é acusado de cometer crimes contra a humanidade, em meio aos recentes protestos contra os líderes religiosos, no poder há quase quatro décadas.
O próprio Panahi também assinou a carta, ao lado do cineasta Mohammad Rasoulof, de “A Semente do Fruto Sagrado”, além da ativista e Nobel da Paz Narges Mohammadi. Os ativistas Abdollah Momeni e Vida Rabbani também foram detidos.
As informações foram divulgadas pela Neon, distribuidora do filme de Panahi nos Estados Unidos, após a vitória da Palma de Our, no ano passado, dessa que é uma coprodução francesa. No Oscar, o trabalho concorre aos prêmios de melhor roteiro original e melhor filme internacional, ao lado de “O Agente Secreto” e “Valor Sentimental”.
O próprio Panahi tem um longo histórico de ameaças e prisões por suas críticas ao governo, e teve de rodar “Foi Apenas um Acidente” de forma clandestina.
Em nota, o cineasta afirma que conheceu Mahmoudian na prisão, também motivada por manifestações políticas, e lá ficaram juntos por sete meses, e que ele foi muito presente na concepção do roteiro e nas filmagens de sua última produção.”
“Mahmoudian não é apenas um ativista de direitos humanos e um prisioneiro de consciência”, escreveu, “ele é uma testemunha, um ouvinte e uma rara presença moral —uma presença cuja ausência é imediatamente sentida, tanto dentro quanto fora dos muros da prisão.”




