Conheça os acordos de limitação de armas nucleares – 04/02/2026 – Mundo

Conheça os acordos de limitação de armas nucleares - 04/02/2026


Desde o advento da Era Atômica, com a explosão do teste Trindade pelos Estados Unidos e o subsequente bombardeio de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, as armas nucleares assombram o mundo com risco de aniquilação da civilização.

Com a aceleração da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, os estoques e meios de emprego desses artefatos se multiplicaram, e a crise dos mísseis de Cuba em 1962, quando as potências quase se enfrentaram, levou à busca de limites.

No ano seguinte, foi assinado o primeiro tratado sobre o tema, limitando os testes nucleares atmosféricos. Aderiram a ele americanos, soviéticos e britânicos. Em 1996, ele foi ampliado para proibir todo tipo de ensaio, mas as potências não o ratificaram.

Em 1968, tomou forma o mais amplo instrumento do tema, o TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear), que entrou em vigor dois anos depois.

Ele promove o uso pacífico da energia nuclear e tem 191 aderentes, incluindo o Brasil. Só que ele não resolveu o problema da corrida entre as potências já estabelecidas: EUA, União Soviética, Reino Unido, França e China, não por acaso os membros permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Também não entraram no jogo os países que desenvolveram a bomba depois, Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte. O Irã é aderente, apesar de sua busca por capacidades nucleares que gera tensões no Oriente Médio.

O mesmo problema ocorreu com o TPAN (Tratado sobre Proibição de Armas Nucleares), de 2017 e em vigor desde 2021, boicotado por quem tem a bomba e sem tanta adesão: 95 países o assinaram, mas só 74 o ratificaram. O Brasil é um dos que não o endossou completamente.

Mas esses tratados buscavam impedir a expansão do risco nuclear, enquanto os arsenais de Moscou cresciam exponencialmente, chegando a 70 mil ogivas em 1986, no ocaso da Guerra Fria. Esforços sobre limitar tais armamentos ocorrem desde os anos 1970.

O primeiro acordo, o Salt-1 de 1972, abriu uma longa linhagem de negociações nucleares.

Progressivamente, foram alcançados resultados que destruíam 82,5% das armas nucleares dos rivais, ainda que o que sobrou seja mais que suficiente para obliterar o planeta. Já no primeiro mandato, Donald Trump buscou implodir o sistema de controle, argumentando que a China não fazia parte dele e vinha incrementando seu potencial ofensivo.

Além de deixar um vital acordo contra armas que seriam usadas na Europa, abandonou em 2020 um tratado multinacional que previa voos de reconhecimento mútuos sobre instalações militares, para construir confiança entre potenciais adversários. Vladimir Putin o seguiu em 2021.

Faltava o Novo Start, congelado pelo russo como resposta às sanções devido à Guerra da Ucrânia, que agora Trump deixou morrer, enterrando a trinca de acordos legados pela negociação do fim da Guerra Fria. A seguir, a lista dos acordos entre as superpotências.

1972 – Salt-1 (Negociações sobre Limitação de Armas Estratégicas, no acrônimo em inglês) – Congelava o número de mísseis americanos e soviéticos. Incluía o Tratado de Mísseis Antibalísticos.

1979 – Salt-2 – Primeiro limite para ogivas estratégicas, de 2.250 para cada lado. Não foi ratificado, mas respeitado.

1987 – INF (Forças Nucleares de Alcance Intermediário) – Eliminou mísseis terrestres com alcance de 500 km a 5.500 km, para reduzir tensão na Europa. Abandonado por Trump em 2019 e por Putin em 2025.

1991 – Start-1 (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) – Destruiu 82,5% do arsenal americano e soviético, limitando a 6.000 ogivas de cada lado, e a 1.600 meios de lançamento. Implantou verificação mútua.

1993 – Start-2 – Bania mísseis com ogivas múltiplas, mas nunca foi implementado.

2002 – Sort (Tratado de Redução Ofensiva Estratégica) – Limitou de 1.700 a 2.200 as ogivas operacionais, prontas para uso, com pouca verificação.

2010 – Novo Start – Uniu os pontos dos outros tratados, limitando a 1.550 as ogivas operacionais, a 800 os meios de lançamento e implementando verificação eficaz. Estendido por cinco anos, suspenso por Putin em 2023 e finalizado agora.



Fonte CNN BRASIL

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