
Um homem de 30 anos assassinou a namorada, de 27, após uma discussão e depois de impedi-la de sair de casa, em Fortaleza, no estado do Ceará. O caso foi solucionado rapidamente, em parte graças à ação de um motorista de aplicativo.
Segundo o g1 informou nesta quarta-feira, a vítima, Luciana Nascimento, queria ir à festa de aniversário do cunhado, mas o namorado, Bruno Silva, não concordava com a saída e tentou impedi-la.
Diante da resistência da jovem, o homem a agrediu com uma tesoura e bateu sua cabeça, provocando a morte. Enquanto tentava sair de casa, a vítima chegou a ligar para a irmã dizendo que não compareceria ao evento e que chamaria a polícia. Momentos antes de morrer, Luciana solicitou uma corrida de moto por aplicativo, que não chegou a ser cancelada.
O agressor conseguiu fugir do local em uma motocicleta, mas o motorista do aplicativo, ao chegar ao endereço, percebeu a presença de sangue e acionou um carro que passava nas proximidades, além de chamar as autoridades.
Bruno Silva foi preso na cidade de Morada Nova, a cerca de 170 quilômetros do local do crime. De acordo com a investigação, ele planejava seguir viagem em um caminhão para fora da região.
O relacionamento do casal era conturbado, com desentendimentos recorrentes. Bruno Silva já possuía antecedentes criminais por ameaças no contexto de violência doméstica, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, tráfico de drogas, associação criminosa, crime contra idoso e três ocorrências por roubo, sendo uma delas por roubo de carga.
Além de cursar o ensino superior, a vítima trabalhava na Secretaria Estadual da Saúde como auxiliar administrativa.
Vale destacar que o g1 publicou nesta quarta-feira uma reportagem informando que há 336 condenados ou suspeitos de feminicídio procurados pela Justiça para cumprimento de mandados de prisão no país.
A maioria desses homens é alvo de prisão preventiva enquanto os processos judiciais seguem em andamento. Em 19 casos, já houve condenação sem possibilidade de recurso.
Segundo o levantamento do g1, São Paulo lidera o número de mandados (108), seguido pela Bahia (32), Maranhão (28) e Pará (27). Em 2025, o Brasil registrou um recorde de feminicídios, com 1.530 mulheres assassinadas — uma média de quatro por dia.
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