Irã reconstrói instalações de mísseis – 07/02/2026 – Mundo

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O Irã parece ter reparado rapidamente várias instalações de mísseis balísticos danificadas em ataques no ano passado, mas fez apenas consertos limitados nas grandes instalações nucleares atingidas por Israel e pelos Estados Unidos, sugere uma análise do New York Times baseada em imagens de satélite.

O ritmo desigual de reconstrução oferece pistas sobre as prioridades militares do Irã enquanto os Estados Unidos concentram forças nas proximidades e o presidente Donald Trump avalia novas ações militares. Se os Estados Unidos atacassem, o Irã provavelmente retaliaria com mísseis balísticos contra Israel e bases americanas na região.

Estados Unidos e Irã deveriam se reunir em Omã nesta sexta-feira (6) em uma tentativa de evitar outro conflito. O tema das conversas não está claro, mas o programa nuclear iraniano provavelmente seria um ponto central.

Reconstrução de instalação de mísseis no Irã após ataque de Israel

Imagem aérea mostra complexo industrial com vários galpões e edifícios distribuídos em ruas retas, cercado por terreno árido. Há uma rotatória central com vegetação e um reservatório retangular de água verde à esquerda.

Complexo industrial com vários prédios retangulares brancos e cinzas organizados em ruas internas, cercado por terreno árido e deserto. Há uma rotatória central com vegetação e um reservatório de água verde próximo à margem esquerda da imagem.

Instalação de mísseis perto de Amand, no Irã, em 29 de junho de 2025, após ataques aéreos israelenses, em comparação com 11 de novembro de 2025, depois que reparos foram feitos

via Reuters

Especialistas que acompanham de perto os programas nuclear e de mísseis do Irã corroboraram a análise do NYT, que examinou cerca de dezenas de locais atingidos por Israel ou pelos Estados Unidos durante o conflito de 12 dias em junho de 2025. O jornal encontrou obras de construção em mais da metade deles.

Os especialistas alertaram que a extensão total dos reparos ainda não está clara, já que as imagens de satélite oferecem apenas uma visão da construção acima do solo.

As imagens analisadas pelo NYT indicam que alguns consertos ocorreram logo após os ataques em várias instalações de mísseis, sugerindo que o Irã fez da produção de mísseis sua prioridade de curto prazo.

“Ameaçar Israel e bases e aliados dos EUA na região com ataques de mísseis é uma das poucas opções do Irã para dissuadir novos ataques às suas instalações nucleares”, afirmou John Caves, pesquisador sênior do Projeto sobre Controle de Armas Nucleares de Wisconsin.

Reconstrução de instalação de mísseis no Irã após ataque de Israel

Imagem de satélite mostra prédios do complexo nuclear de Isfahan destruídos (à esq.) após ataque israelense, em junho de 2025, e um novo telhado sobre um dos prédios atingidos (à dir.), em 1º de fevereiro de 2026

via Reuters

Em contraste, dizem especialistas, as imagens das principais instalações nucleares iranianas danificadas mostram apenas reparos parciais e esforços de fortificação, que ganharam ritmo apenas nos últimos meses.

Autoridades ocidentais e israelenses encontraram poucos sinais de que o Irã tenha feito progresso significativo para reconstruir sua capacidade de enriquecer combustível nuclear e fabricar uma ogiva nuclear.

Repondo um arsenal de mísseis

Imagens de satélite analisadas pelo NYT mostram que trabalhos de reparo foram realizados nos últimos meses em uma dúzia ou mais de instalações de mísseis, incluindo locais de produção. Avaliações de inteligência indicam que o Irã reconstruiu em grande parte seu programa de mísseis balísticos desde os ataques de junho.

“A ênfase dada à reconstrução do programa de mísseis contrasta com o programa nuclear”, disse Sam Lair, pesquisador do Centro James Martin, em Monterey, Califórnia.

Lair afirmou que a instalação de testes de mísseis de Shahroud parece ter sido reconstruída particularmente rápido e que acredita-se que tenha voltado a operar poucos meses após os ataques. Quando nevou no mês passado, observou ele, as estradas do local foram rapidamente desobstruídas e a neve derreteu dos telhados, sugerindo que a instalação está ativa.

“Shahroud é a maior e mais nova planta de produção de mísseis de propelente sólido deles”, disse. “Então faz sentido que tenha recebido toda a atenção.”

Reconstrução nuclear limitada

A Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca, publicada em novembro, afirma que os ataques “degradaram significativamente o programa nuclear do Irã”.

Especialistas dizem que, apesar de algum trabalho visível, as três principais instalações de enriquecimento do Irã —Isfahan, Natanz e Fordo— parecem inoperantes.

Desde dezembro, o Irã instalou telhados em duas dessas instalações, o que dificulta determinar se há reconstrução acontecendo dentro das estruturas. Especialistas dizem que isso pode indicar uma tentativa de recuperar sem ser observado de cima. Grande parte dos danos acima do solo causados em junho continua visível.

No complexo nuclear de Natanz, cerca de 225 quilômetros ao sul de Teerã e considerado o principal centro iraniano de enriquecimento de urânio, os danos visíveis no início de dezembro foram posteriormente cobertos por uma estrutura de telhado branco. O prédio danificado foi identificado como a planta piloto de enriquecimento de combustível pelo Instituto de Ciência e Segurança Internacional, um grupo privado em Washington que monitora a proliferação nuclear.

No complexo nuclear de Isfahan, os ataques destruíram vários prédios acima do solo, incluindo instalações de conversão de urânio. Uma imagem feita em dezembro mostra prédios destruídos que parecem ter sido cobertos por um telhado.

A menos de 1,5 quilômetro da instalação acima do solo em Isfahan, novas barreiras foram instaladas em uma das entradas de um complexo de túneis em uma montanha próxima, que alguns especialistas acreditam poder abrigar uma instalação secreta de enriquecimento. E em um novo local subterrâneo a menos de 3 km de Natanz, conhecido como Pickaxe Mountain, as entradas dos túneis foram reforçadas nos últimos meses.

O Instituto de Ciência e Segurança Internacional afirmou em relatório na semana passada ter detectado um aumento de atividade no complexo nuclear de Isfahan nos últimos dias, mais recentemente para enterrar entradas de túneis com terra fresca.

David Albright, presidente do instituto, disse que o acúmulo de terra provavelmente ocorreu em “antecipação de um ataque, o que implicaria que há algo valioso lá dentro”, possivelmente urânio enriquecido.

Albright disse que não está claro o que o Irã está fazendo. “Mas isso aumenta a suspeita de que eles estejam reconstituindo um programa para poder construir armas nucleares”, afirmou. “Não achamos que seja urgente ou iminente de forma alguma.”

Outro desenvolvimento significativo é visível no complexo militar de Parchin, a sudeste de Teerã, onde o Irã testou explosivos de alta potência que podem ser usados como detonadores para ogivas nucleares. Imagens dos últimos meses mostram que uma grande câmara cilíndrica com cerca de 45 metros de comprimento parece ter sido construída recentemente no local.

O local não foi atacado em junho, mas foi alvo de Israel em 2024. Também foi fortificado com defesas como artilharia antiaérea, segundo um relatório recente do instituto.

“Embora o propósito pretendido da nova instalação não tenha podido ser determinado a partir das imagens, a nova construção indica sua importância estratégica”, afirmou o relatório sobre a nova câmara.



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