Gaza começa a remoção de 370 mil toneladas de lixo

1771604945_image770x420cropped.jpg


A cooperação entre organizações da sociedade civil na Faixa de Gaza iniciou a remoção de grandes quantidades de resíduos acumulados na área do Mercado Firas, no centro da cidade.

A atuação no maior ponto de agregação de lixo da região desde o início da guerra envolve o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud. 

Camiões e bulldozers para retirar resíduos

Em dois anos, cerca de 370 mil toneladas de resíduos acumularam-se no local, tornando a zona num foco de poluição e agravando riscos ambientais e de saúde pública, num contexto de colapso dos serviços básicos.

A destruição de infraestruturas e a interrupção de serviços de recolha de lixo e de saneamento ajudaram a piorar a crise, com montes de resíduos a ocuparem estradas e zonas urbanas densamente habitadas.

A operação é conduzida por funcionários e maquinas operadas pelo Pnud, incluindo camiões e bulldozers, que estão a recolher os resíduos acumulados e a transportá-los para áreas afastadas de zonas residenciais.

A iniciativa pretende conter o aumento dos riscos de saúde pública, num momento em que os moradores relatam impactos diretos na qualidade de vida devido à presença constante de lixo nas principais vias da cidade.

Uma família em Gaza passa por uma estrada cheia de lixo.

Uma família em Gaza passa por uma estrada cheia de lixo.

Sociedade civil destaca impacto do lixo em epidemias e doenças

Segundo relatos locais, a dimensão da acumulação de resíduos tornou-se um símbolo visível da crise ambiental enfrentada por Gaza.

Amjad Al-Shawa, chefe da Rede de ONGs na Faixa de Gaza, afirmou que o início da remoção do lixo representa um acontecimento significativo para a população palestiniana.

Segundo Al-Shawa, a acumulação de resíduos ao longo do período recente contribuiu para o surgimento de “muitas epidemias, doenças, insetos, roedores e animais”.

O representante acrescentou que o início da operação oferece “um vislumbre de esperança” para os residentes da Faixa de Gaza.

A declaração surge num momento em que a situação sanitária tem vindo a deteriorar-se devido à incapacidade de manter serviços básicos de limpeza e acompanhamento ambiental.

Moradores relatam maus odores, mosquitos e presença de cães vadios

Residentes que vivem perto do aterro improvisado descrevem o local como uma ameaça constante para a comunidade.

Anwar Helles, morador nas proximidades, afirmou que o lixo acumulado “representa um perigo”, apontando o aumento de maus odores, a proliferação de mosquitos e a presença de cães vadios.

Helles afirmou ainda que o impacto da situação é evidente e que o cenário reflete o nível de sofrimento diário vivido pela população local.

Ahmad Hajaj, outro residente da área, descreveu a vida junto às montanhas de lixo como “difícil” e “inadequada”, destacando que insetos e doenças afetam especialmente as crianças. 

Segundo ele, a comunidade espera que o lixo seja removido e que as condições regressem ao que eram antes da guerra.

Pessoas circulam pelas ruas em meio a escombros e prédios bombardeados em Gaza

Pessoas circulam pelas ruas em meio a escombros e prédios bombardeados em Gaza

Crise ambiental agrava-se

A Faixa de Gaza enfrenta um agravamento da crise ambiental devido à destruição de infraestruturas e à interrupção de serviços de saneamento público. 

A proliferação de moscas, mosquitos e roedores tem aumentado, sendo estes considerados vetores de doenças.

O problema é intensificado pela escassez severa de materiais eficazes para controlar pragas, obrigando as autoridades locais a recorrerem a alternativas de impacto limitado.

A crise sanitária na Faixa de Gaza acontece num momento em que a população enfrenta dificuldades acrescidas no acesso a condições mínimas de higiene e proteção contra doenças.

Cerca de 2 mil toneladas de lixo por dia

Antes da guerra, a Faixa de Gaza produzia cerca de 2 mil toneladas de resíduos sólidos por dia, segundo informações pré-guerra da Autoridade de Qualidade da Água e do Ambiente.

Os resíduos orgânicos representavam cerca de 65% do total, seguidos por plásticos, 16,1%, papel, 8,1%, metais, 3%, e outros materiais, incluindo areia, entulho de construção e resíduos agrícolas.

Com o colapso dos serviços de recolha e tratamento, a acumulação acelerada de lixo tornou-se uma das principais preocupações ambientais e de saúde pública no território.



Source link

Leia Mais

Caminhão capota no Chile, e explosão mata ao menos quatro

Caminhão capota no Chile, e explosão mata ao menos quatro – 20/02/2026 – Mundo

fevereiro 20, 2026

1771604945_image770x420cropped.jpg

Gaza começa a remoção de 370 mil toneladas de lixo

fevereiro 20, 2026

naom_582dca5e834ea.webp.webp

Adolescente relata ter sido vítima de violência sexual dentro da Fundação Casa

fevereiro 20, 2026

TV Brasil exibe futebol feminino entre Flamengo e Red Bull

TV Brasil exibe futebol feminino entre Flamengo e Red Bull Bragantino

fevereiro 20, 2026

Veja também

Caminhão capota no Chile, e explosão mata ao menos quatro

Caminhão capota no Chile, e explosão mata ao menos quatro – 20/02/2026 – Mundo

fevereiro 20, 2026

1771604945_image770x420cropped.jpg

Gaza começa a remoção de 370 mil toneladas de lixo

fevereiro 20, 2026

naom_582dca5e834ea.webp.webp

Adolescente relata ter sido vítima de violência sexual dentro da Fundação Casa

fevereiro 20, 2026

TV Brasil exibe futebol feminino entre Flamengo e Red Bull

TV Brasil exibe futebol feminino entre Flamengo e Red Bull Bragantino

fevereiro 20, 2026