Turquia prende jornalista alemão por críticas a Erdogan – 20/02/2026 – Mundo

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Autoridades da Turquia prenderam um correspondente da emissora internacional alemã Deutsche Welle (DW) em Ancara, capital do país, sob acusação de divulgar informações enganosas e insultar o presidente Recep Tayyip Erdogan. A empresa acusa o governo de reprimir e intimidar a imprensa.

O gabinete do procurador-chefe de Istambul informou em comunicado, divulgado no fim da quinta-feira (19), que deteve Alican Uludag e iniciou uma investigação criminal com base em publicações do jornalista nas redes sociais.

A DW afirmou que Uludag foi transferido para Istambul. A diretora-geral da emissora, Barbara Massing, classificou as acusações como infundadas e disse que a prisão representa “um ato deliberado de intimidação” que evidencia o grau de repressão do governo à liberdade de imprensa.

De acordo com a DW, as acusações estão relacionadas a críticas feitas por Uludag, há cerca de um ano e meio, em uma publicação na rede social X. No post, ele questionava medidas do governo turco que resultaram na libertação de suspeitos de integrar o Estado Islâmico.

Um porta-voz do governo da Alemanha afirmou que Berlim acompanha o caso com preocupação e ressaltou que a DW precisa poder atuar de forma independente na Turquia.

Erdogan assumiu como premiê da Turquia em 2003, pelo AKP, de orientação islamita e conservadora. Ele ficou no cargo até 2014, quando seu partido o impediu de tentar um quarto mandato. Então, elegeu-se presidente e aumentou os poderes do cargo. Depois, resistiu a um golpe contra si em 2016 e deu início a uma onda de repressão e expurgos –prendendo opositores e funcionários públicos e fechando veículos de informação.

Em 2022, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei proposta por Erdogan que pune com até três anos de prisão jornalistas e usuários de redes sociais que espalharem o que o projeto considera informações falsas ou desinformação.

A norma se aplica a jornais, rádios e redes de TV, assim como portais de internet e redes sociais, que devem fornecer informações sobre usuários acusados de propagar notícias falsas. Ancara já havia aumentado o controle sobre a internet em 2020, obrigando as redes sociais a terem representantes legais no país e forçando as plataformas a remover conteúdos problemáticos em 48 horas.

Milhares de pessoas foram acusadas e sentenciadas por insultar Erdogan desde que ele passou de primeiro-ministro a presidente.



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