Índia realiza exercício militar na fronteira com Paquistão – 27/02/2026 – Mundo

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A Índia deu uma amostra de poder de fogo aéreo durante exercício militar da sua Força Aérea realizado a poucos quilômetros da fronteira com o Paquistão nesta sexta-feira (27).

No mesmo dia, o ministro da Defesa de Islamabad declarou que o país está em “guerra aberta” com o Afeganistão —segundo ele, transformado pelo Talibã em “colônia” e “instrumento” da Índia. Mais de 300 pessoas morreram em meio à escalada da violência.

A presidente da Índia, Droupadi Murmu, esteve presente no exercício Vayu Shakti (poder aéreo, em hindi), e mais cedo voou no helicóptero de combate leve Prachand, o primeiro desenvolvido e fabricado na Índia. A Folha esteve no local e observou o exercício a convite do governo indiano como parte de uma delegação composta por jornalistas de 25 países.

Foram demonstradas manobras e ataques de aeronaves como os jatos franceses Rafale e russos Su-30, ambos adaptáveis para carregar ogivas nucleares, que fizeram sobrevoos e dispararam mísseis ar-terra em ambiente controlado no deserto de Thar, no noroeste do país.

Helicópteros Apache e Prachand também foram acionados, além de lançadores de foguetes indianos Akash e israelenses Spyder, entre outras demonstrações como infiltração de tropas e artilharia.

Ausência notável no exercício foi a do caça Tejas MK1A, aeronave de combate leve produzida pela empresa indiana HAL. Embora seja um dos símbolos do plano de autonomia das Forças Armadas do país e produto que mira a exportação, toda a frota de cerca de 30 caças operados por Nova Déli passa por revisão após incidente no início de fevereiro —o segundo desde novembro passado, quando uma aeronave no Dubai Air Show explodiu ao se chocar com o solo durante manobras.

Pouco se sabe sobre o ocorrido do início deste mês até o momento. Relatos iniciais da imprensa local afirmam que um problema nos freios resultou em um acidente em uma base avançada no norte do país, com ejeção do piloto. Apenas a HAL, no entanto, reconheceu o ocorrido e pronunciou-se sobre o assunto, colocando panos quentes ao negar que houve acidente e dizer apenas que houve um “incidente técnico menor em solo”, sem fornecer mais detalhes.

O local do exercício Vayu Shakti fica a cerca de 150 km da fronteira com o Paquistão, em área do deserto que as Forças Armadas indianas utilizaram também para demonstrações do Exército, na quarta-feira (25).

Na ocasião, a Força utilizou seu arsenal de tanques russos T90, obuseiros sul-coreanos K9 e barragens de foguetes, além de simulações de infiltrações de infantaria combinadas com drones de ataque.

A região é fundamental para as capacidades de ataque e defesa da Índia contra o Paquistão, países com ogivas nucleares e de relações tensas entre si desde que a antiga colônia britânica se fragmentou em um processo conturbado e violento que deu origem às duas nações em 1947.

Foi aliás no deserto de Thar, no estado indiano do Rajastão, que a Índia realizou seu primeiro teste atômico, em 1974, próximo ao local dos exercícios militares.

A cidade de Jodhpur, a cerca de 150 km do local dos exercícios, abriga bases do Exército e da Força Aérea, além de ser sede do 1º esquadrão da Força Aérea indiana, criado antes da independência, com participação em missões no teatro asiático da Segunda Guerra Mundial.

O local foi uma das bases de ações da Operação Sindoor das Forças indianas, nome dado por Nova Déli à reação ao ataque terrorista na Caxemira, em abril de 2025, que deixou 25 mortos em Pahalgam.

A Índia acusa há anos o Paquistão de abrigar e dar suporte a grupos extremistas como Jaish-e-Mohammed (JeM) e Lashkar-e-Taiba (LeT), que atuam no norte da Índia e em áreas fronteiriças ou abertamente disputadas entre os dois países, como a região de Jammu e Caxemira. A parte do território sob administração paquistanesa é considerada pelos indianos como sua, e vice-versa.

Entre os objetivos do JeM e do LeT estão a separação da região de Jammu e Caxemira e anexação do território ao Paquistão.

A Índia sustenta que, após sua reação ao atentado em Pahalgam, líderes políticos e militares do Paquistão participaram de funerais de terroristas mortos, o que segundo Nova Déli seria evidência da conexão das facções com o Estado paquistanês. Formalmente, o grupo é banido no Paquistão.

É uma acusação semelhante a que faz o Paquistão ao Afeganistão. Islamabad afirma que Cabul dá guarida a grupos terroristas, particularmente o TTP (Tehreek-e-Taliban Pakistan), que tem como objetivo declarado derrubar o governo paquistanês e instalar um emirado fundamentalista no território.

O jornalista viajou a convite da Embaixada da Índia no Brasil.



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