O quarto dia da guerra que se espalha pelo Oriente Médio foi marcado principalmente pelo ataque aéreo das forças americanas e israelenses a um prédio que funciona como sede da Assembleia de Especialistas do Irã —órgão responsável por escolher o novo líder supremo do país. Por terra, Israel aumentou a ofensiva no Líbano contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. As retaliações iranianas continuam mirando países aliados dos americanos na região.
Entre centenas de mortes, incertezas sobre o futuro do regime iraniano e novas ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, os preços do petróleo dispararam pelo mundo. O barril do Brent, referência global do óleo, ultrapassou US$ 85 ao longo do dia, atingindo o maior valor desde julho de 2024.
A guerra impacta a produção do petróleo do Oriente Médio e dificulta o escoamento onde ele continua a ser produzido sem pausas. Isso porque o Irã bloqueia desde o fim de semana o estreito de Hormuz, rota por onde passa 20% da produção mundial de petróleo no mundo. Nesta terça-feira (3), Trump declarou que, se for necessário, a Marinha americana pode escoltar embarcações que transportam o produto pela região.
O episódio desta quarta-feira (4) do Café da Manhã discute como o petróleo aparece na guerra e por que há tanta preocupação com os impactos do conflito sobre o óleo. O podcast entrevista David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo e professor do Instituto de Energia da PUC-Rio.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelas jornalistas Gabriela Mayer e Magê Flores, com produção de Gustavo Luiz, Laura Lewer e Lucas Monteiro. A edição de som é de Raphael Concli.




