Gaza: ONU quer mais apoio após mortes e interrupção de transferências médicas

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Com o início da nova escalada da violência no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o Escritório da ONU para os Direitos Humanos nos Territórios Palestinos tem documentado vítimas das operações militares israelenses na Faixa de Gaza.

O órgão também alerta para incursões e ataques das forças de segurança de Israel em assentamentos na Cisjordânia. A situação acontece em meio a extensas restrições de circulação e ao fechamento das passagens para Gaza.

Aumento do auxílio

As necessidades locais são “imensas” segundo a assistente humanitária da ONU, Olga Cherevko. Falando à ONU News, de Gaza, ela destacou o impacto negativo da violência sobre a população de Gaza e da Cisjordânia.

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Territórios Palestinos registraram pelo menos 224 residentes mortos

A profissional humanitária pediu por mais passagens abertas para que se tenha acesso sustentável, previsível e sem impedimentos, para continuar aumentando o auxílio e responder às necessidades da população. 

Cherevko contou que todas as evacuações médicas já foram interrompidas, assim como os movimentos de retorno para Gaza. Ela lembrou que existem mais de 18 mil pacientes esperando na lista de transferências  para fora de Gaza, porque a cura necessária não está disponível no local.

Linha amarela segue indefinida

A também porta-voz do Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários, Ocha, explicou que embora a passagem de Kerem Shalom, no sul de Gaza, tenha sido reaberta, o ponto de acesso de Rafah, a partir do Egito, permanece fechado. 

Nesta terça e quarta-feira, a comunidade humanitária continuou recebendo vários lotes de ajuda humanitária e está esperando mais entradas de auxílio. 

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Ocha destaca impacto negativo da violência sobre a população de Gaza e da Cisjordânia

Até 3 de março, foram registrados ataques militares das forças de Israel com disparos, bombardeios de artilharia, ações aéreas, com drones e bombardeios navais, próximo e longe da “Linha Amarela”, que segue indefinida.

Estima-se que desde o cessar-fogo assinado em 10 de outubro entre Israel e o movimento Hamas, 631 palestinos foram mortos em operações militares israelenses, segundo o Ministério da Saúde palestino. 

Pontos distantes do limite de segurança

Desse período até 27 de fevereiro, os Territórios Palestinos registraram pelo menos 224 residentes mortos a leste ou próximo da chamada Linha Amarela. 

Foi confirmado que pelo menos 347 palestinos perderam a vida nos ataques em pontos distantes do limite de segurança.

A circulação de palestinos na Cisjordânia segue limitada por pelo menos 916 obstáculos desde outubro de 2023, incluindo postos de controle e 243 portões de ferro. Os dados são da Comissão Palestina de Colonização e Resistência ao Muro.



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