Uma densa fumaça preta pairou sobre Teerã neste domingo (8), segundo moradores, após Estados Unidos e Israel atacarem instalações de petróleo na capital iraniana e suas imediações na véspera, interrompendo temporariamente a distribuição de combustível.
Segundo o presidente da empresa nacional responsável pela distribuição de produtos petrolíferos, Keramat Veyskaram, quatro depósitos e um centro logístico de derivados da commodity foram atingidos. O bombardeio iluminou o céu da cidade com colunas de chamas alaranjadas.
De acordo com o executivo, quatro pessoas morreram, incluindo dois motoristas de caminhão-tanque.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do regime, Esmaeil Baghaei, afirmou que o ataque em larga escala, o primeiro contra infraestruturas petrolíferas do Irã, marcou uma “nova e perigosa fase” do conflito e constitui um crime de guerra.
“Ao atacar depósitos de combustível, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas no ar, envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando vidas em risco”, escreveu ele na rede social X.
O tenente-coronel Nadav Shoshani, um porta-voz militar de Israel, disse a jornalistas que os depósitos eram usados para abastecer o esforço de guerra do Irã, incluindo a produção e o armazenamento de propelente para mísseis balísticos. “Eles são um alvo militar legítimo”, disse.
Pouco depois do ataque, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou que seu governo prosseguiria com o ataque e atacaria os governantes do Irã “sem piedade”. “Temos um plano organizado com muitas surpresas para desestabilizar o regime e possibilitar a mudança”, disse ele em uma declaração em vídeo.




