O grupo extremista Hezbollah, aliado de Teerã, divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota jurando lealdade ao novo líder supremo do Irã, o clérigo Mojtaba Khamenei, nomeado uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no início da guerra contra Israel e Estados Unidos.
“Nós, do Hezbollah, estendemos nossas mais calorosas felicitações e bênçãos por esta ocasião. Renovamos nosso compromisso de lealdade”, afirmou o grupo, que tem forte presença no Estado libanês.
O Hezbollah foi criado por clérigos xiitas em 1982 sob a proteção do Irã e atuou, nas últimas décadas, como um tentáculo dos aiatolás no Líbano e na Síria. Com o assassinato de Ali Khamenei no sábado (28), a milícia atacou Israel.
Em resposta, Tel Aviv bombardeou bases do Hezbollah perto de Beirute e outras partes do Líbano.
A organização Human Rights Watch (HRW) acusou o governo do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, de utilizar fósforo branco, em ataques contra áreas residenciais no sul do Líbano na semana passada. O elemento químico causa graves queimaduras e é amplamente usado em guerras, apesar de teoricamente ser regulado.
A substância, em contato com o oxigênio, entra em combustão e é utilizada para criar cortinas de fumaça ou iluminar campos de batalha. Mas a munição também pode ser utilizada como arma incendiária e pode provocar incêndios, danos respiratórios, falência de órgãos ou morte.
“O Exército israelense utilizou ilegalmente munições de fósforo branco disparadas por artilharia sobre residências em 3 de março de 2026 na localidade de Yohmor, no sul do Líbano”, afirma um relatório divulgado pela organização de defesa dos direitos humanos.
O documento acrescenta que foram “verificadas e geolocalizadas sete imagens que mostram munições de fósforo branco explosivo sendo utilizadas sobre uma área residencial, e trabalhadores da Defesa Civil respondendo a incêndios em pelo menos duas casas e um veículo na área”.
Israel lançou várias ondas de ataques contra o Líbano e enviou forças terrestres às áreas de fronteira para responder a um ataque do Hezbollah. Ao menos 394 pessoas morreram devido à ofensiva, segundo as autoridades libanesas, e mais de meio milhão de pessoas foram deslocadas.
“O uso ilegal de fósforo branco por parte do Exército israelense contra áreas residenciais é extremamente alarmante e terá graves consequências para os civis”, afirmou Ramzi Kaiss, pesquisador da HRW sobre o Líbano.
“Israel deve interromper imediatamente a prática.”




