“Ainda não terminamos”, afirmou o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, sobre a ofensiva militar de Israel contra o Irã, assegurando que a operação está enfraquecendo a liderança clerical iraniana.
“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou Netanyahu durante uma visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde na noite de segunda-feira (9), segundo um comunicado publicado nesta terça-feira (10).
Também nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos afirmou que a guerra no Irã vai “acabar bem rápido”, nove dias após os primeiros ataques contra a República Islâmica. O conflito foi ampliado pela reação de Teerã aos ataques iniciais de Washington e de Israel, com bombardeios a outros países na região.
“Já vencemos de muitas formas, mas ainda não vencemos o bastante. Seguimos em frente, mais determinados do que nunca a alcançar a vitória definitiva que encerrará esse perigo de longa data de uma vez por todas”, disse Trump, em evento com republicanos na Flórida.
Mais tarde, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não permitirá que “um litro de petróleo” seja transportado do Oriente Médio se os ataques dos EUA e de Israel continuarem, provocando um alerta de Trump de que os EUA atacariam o Irã com muito mais força caso o país bloqueie as exportações da região vital para a produção de energia.
A retórica acirrada pouco fez para conter a forte queda nos preços do petróleo e a alta nas bolsas globais, que ocorreram após o presidente americano expressar confiança em um fim rápido das hostilidades, mesmo depois de o Irã ter nomeado Mojtaba Khamenei como seu novo líder supremo, em um sinal de desafio.
Com AFP




