Os militares dos Estados Unidos eliminaram 16 embarcações iranianas de colocação de minas explosivas perto do estreito de Hormuz na terça-feira (10), informou o Comando Central dos EUA. O presidente americano, Donald Trump, alertou que quaisquer minas colocadas no estreito pelo Irã devem ser removidas imediatamente.
Trump havia dito anteriormente que os EUA haviam “destruído completamente” dez embarcações inativas de lançamento de minas do Irã.
Em aparente resposta a reportagens que afirmaram que Teerã havia começado a colocar minas na via navegável, uma passagem fundamental para o transporte de petróleo, Trump publicou em sua rede social: “Se o Irã colocou quaisquer minas no estreito de Hormuz, e não temos relatos de que tenham feito isso, queremos que sejam removidas, IMEDIATAMENTE!”
Ele disse que, se Teerã não o fizesse, enfrentaria consequências militares, mas não forneceu detalhes.
A emissora americana CNN informou que, segundo duas pessoas com acesso aos relatórios americanos de inteligência e ouvidas sob anonimato, o Irã já começou a instalar minas no estreito. A ação ainda não seria extensa, mas teria algumas dezenas de minas instaladas nos últimos dias, segundo o veículo.
Mesmo com os ataques americanos às embarcações, segundo uma dessas pessoas, o Irã ainda mantém entre 80% e 90% de seus equipamentos para lançamento de minas, o que sugere que suas forças ainda podem instalar centenas de minas na região.
Trump também disse que os EUA estavam usando a mesma tecnologia empregada contra traficantes de drogas para “eliminar permanentemente qualquer barco ou navio que tente minar o estreito de Hormuz”.
Nos últimos meses, os americanos realizaram uma série de ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico oriental que supostamente transportavam drogas, matando dezenas de pessoas.
O Pentágono disse na terça que estava atacando embarcações iranianas de lançamento de minas e instalações de armazenamento de minas.
A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã já interrompeu efetivamente os embarques pelo estreito de Hormuz, ao longo da costa iraniana, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
O principal general dos EUA, Dan Caine, disse na terça que os militares americanos começaram a analisar formas de potencialmente escoltar navios pelo estreito de Hormuz, caso recebam ordem para fazê-lo. No entanto, a Marinha dos EUA até agora recusou pedidos quase diários da indústria naval por escoltas militares pelo estreito, disseram fontes familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters.
O secretário de Energia, Chris Wright, publicou nas redes sociais que a Marinha havia escoltado com sucesso um petroleiro pela via navegável, mas depois deletou a publicação.
Os Estados Unidos ainda não escoltaram nenhum petroleiro ou embarcação pelo estreito, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a repórteres nesta terça.
“Um videoclipe foi deletado da conta oficial do secretário Wright no X após ser determinado que estava legendado incorretamente pela equipe do Departamento de Energia”, disse um porta-voz do departamento.
Comentando as declarações de Wright, um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã negou que um navio petroleiro tenha sido escoltado.
“Qualquer movimento da frota dos EUA e de seus aliados será interrompido por nossos mísseis e drones”, disse Ali Mohammad Naini em comentários divulgados pela mídia estatal iraniana.




