Richard Grenell, escolhido como diretor do Kennedy Center no ano passado por Donald Trump, deixará o cargo à frente do complexo cultural, que abriga a principal casa de espetáculos de Washington, após um ano turbulento marcado pela debandada de artistas e público da instituição.
A saída foi anunciada pelo presidente americano nesta sexta-feira (13). “Ric Grenell fez um excelente trabalho ajudando a coordenar vários aspectos do Centro durante o período de transição, e quero agradecê-lo pelo trabalho excepcional que realizou”, escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social.
O republicano afirmou que Grenell será substituído por Matt Floca, vice-presidente de operações de instalações do centro que “ajudou a alcançar um progresso tremendo, elevando o Centro ao mais alto nível de excelência!”.
A mudança foi noticiada anteriormente pelo site americano Axios e será formalizada na segunda-feira (16) em uma reunião do conselho que acontecerá na Casa Branca e contará com a presença de Trump, segundo o veículo de notícias.
Grenell, ex-embaixador na Alemanha, está se afastando enquanto o centro se prepara para fechar em 4 de julho para uma reforma de dois anos. Trump anunciou o fechamento após meses de manchetes sobre boicotes de mecenas e artistas renomados, incluindo o compositor Philip Glass, o banjoísta vencedor do Grammy Béla Fleck, o Balé de São Francisco e a produção itinerante de “Hamilton”.
Em geral, eles alegam excesso de influência do republicano. No ano passado, Trump se autoproclamou presidente do Kennedy Center e preencheu o conselho com aliados, como Grenell, buscando imprimir sua marca na instituição, inclusive no que era apresentado em seus palcos.
A ingerência chegou ao seu ponto máximo em dezembro, quando o conselho votou para mudar o nome do centro para Donald J. Trump and John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts, ou simplesmente Trump Kennedy Center.
Democratas, porém, observam que o nome do local, inaugurado em 1971 em homenagem ao presidente assassinado em 1963, foi estabelecido pelo Congresso, e por isso a mudança recente não tem força de lei. A família do democrata denunciou a alteração como uma afronta ao legado de Kennedy.
Desde que assumiu o cargo, Trump tem como alvo instituições culturais e históricas dos Estados Unidos para remover o que ele chama de viés progressista e ideologia “anti-americana”.




